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Celina Leão detalha plano para ocupar complexo abandonado há 12 anos no DF

Governo do Distrito Federal pretende transferir secretarias para o Centro Administrativo em Taguatinga e reduzir gastos com aluguel de imóveis públicos.

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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, apresentou nesta terça-feira (9) os detalhes do plano de ocupação do complexo administrativo localizado em Taguatinga, estrutura que permaneceu sem uso por mais de uma década após sua inauguração.

Segundo o governo, o espaço passará a ser chamado oficialmente de CAD (Centro Administrativo do Distrito Federal), substituindo a denominação anterior. A mudança faz parte da estratégia de reativação do empreendimento, que deverá receber gradualmente órgãos e secretarias da administração pública distrital.

De acordo com a governadora, a ocupação do complexo não exigirá a aquisição de novos mobiliários nem a realização de licitações para equipar os prédios. As intervenções previstas estão concentradas em serviços de manutenção, como pintura, impermeabilização e adequações estruturais necessárias para receber os servidores.

A estimativa é que os reparos custem cerca de R$ 1,8 milhão por bloco. O complexo é composto por cinco edifícios.

O Governo do Distrito Federal projeta uma economia de aproximadamente R$ 1 bilhão ao longo de 60 meses, prazo equivalente à duração média dos contratos de aluguel atualmente utilizados para abrigar repartições públicas.

Além da redução de despesas, a transferência de órgãos para Taguatinga é apontada pelo Executivo como uma medida voltada à descentralização administrativa e à melhoria da mobilidade urbana.

Segundo Celina Leão, a concentração de serviços públicos no Plano Piloto contribui para o elevado fluxo diário de deslocamentos para a região central da capital. A expectativa é que a ocupação do CAD estimule o desenvolvimento de outras áreas do Distrito Federal, especialmente cidades como Taguatinga e Ceilândia.

A governadora também comentou a situação do imóvel em relação às medidas adotadas para fortalecer a situação financeira do Banco de Brasília (BRB). Embora o complexo esteja entre os bens autorizados por lei a serem utilizados como garantia em operações relacionadas ao banco, ela afirmou que o governo busca alternativas jurídicas e que o imóvel não está sendo incluído, neste momento, em negociações dessa natureza.

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