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Operação destrói sete áreas de garimpo ilegal na divisa do Amapá com Pará

Ação integrada coordenada pela Polícia Federal inutilizou escavadeiras, tratores, motores e milhares de litros de combustível usados em garimpos clandestinos na floresta amazônica

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Uma operação integrada das forças de segurança e fiscalização ambiental desmontou sete áreas de garimpo ilegal que funcionavam em plena floresta na região de divisa entre o Amapá e o Pará. A ofensiva ocorreu entre os dias 12 e 15 de maio e atingiu pontos usados para exploração clandestina de minério entre os municípios de Laranjal do Jari e Almeirim.

Batizada de Operação Calha Norte, a ação mobilizou cerca de 80 agentes e teve coordenação da Polícia Federal, com participação do Ibama, ICMBio, Força Nacional, além de equipes da Secretaria de Segurança Pública do Pará, Polícia Militar paraense e Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp).

As equipes avançaram sobre regiões de difícil acesso no meio da floresta amazônica, utilizando cinco aeronaves para chegar aos garimpos ilegais. Segundo os órgãos envolvidos, os pontos identificados estavam em funcionamento e possuíam estrutura voltada à extração clandestina de recursos minerais em área de mata.

Máquinas destruídas

Durante os três dias de operação, os agentes destruíram maquinários pesados, motores e bases improvisadas usadas pelos garimpeiros. Entre os equipamentos inutilizados estão quatro escavadeiras hidráulicas, dois tratores e três quadriciclos utilizados na logística dentro da floresta.

A força-tarefa também localizou dezenas de motores empregados na atividade ilegal, além de geradores de energia e acampamentos clandestinos instalados nas áreas de exploração. Aproximadamente 3,3 mil litros de diesel foram apreendidos e inutilizados durante a ofensiva.

O prejuízo estimado aos responsáveis pelas áreas de garimpo ultrapassa R$ 6 milhões, conforme levantamento apresentado pelas equipes envolvidas na ação.

Crimes na Amazônia

De acordo com os órgãos participantes, a Operação Calha Norte integra ações permanentes de combate aos crimes ambientais e repressão à exploração ilegal de recursos naturais na Amazônia. A estratégia também busca reduzir impactos em áreas de floresta e em comunidades afetadas pela atividade garimpeira clandestina.

A região alvo da operação fica em uma faixa de difícil monitoramento entre o sul do Amapá e o oeste do Pará, área historicamente utilizada por grupos envolvidos em mineração ilegal, abertura de ramais clandestinos e transporte irregular de combustível e equipamentos pesados.

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