Trabalhadores da Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém (Codem) realizaram um protesto pacífico contra a mudança compulsória da sede administrativa. O movimento contesta a decisão da Prefeitura de Belém de transferir as atividades do histórico prédio Barão do Guamá para um imóvel na Praça das Mercês. Segundo os manifestantes, a nova localidade apresenta condições insalubres e infraestrutura inadequada para o atendimento ao público.
A insatisfação da categoria reside na falta de transparência e de participação dos empregados no processo de planejamento da reforma do atual edifício. Os servidores alegam que o processo de revitalização do Barão do Guamá foi um pedido da própria equipe, mas a solução apresentada ignora o patrimônio da empresa. Um documento formal já foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para barrar a transferência feita sem debate prévio.
O corpo técnico defende a ocupação temporária do prédio anexo La Roque, que pertence à Codem, mas atualmente abriga a estrutura da empresa Belém Digital. Os funcionários destacam que todas as despesas deste anexo continuam sendo custeadas pela companhia, tornando a permanência no local a saída mais justa e econômica. O impasse administrativo ocorre porque a prefeitura optou por manter o órgão de tecnologia no espaço de propriedade da autarquia.
Especialistas da Codem alertam ainda para o risco iminente de degradação de mapas e plantas históricas da capital paraense devido à alta umidade no Comércio. O prédio sugerido pela gestão municipal é considerado pequeno demais para abrigar o acervo documental que exige climatização rigorosa e controle ambiental constante. A perda desse material representaria um dano irreparável à memória do planejamento urbano e da regularização fundiária de Belém.
A mobilização dos servidores ocorre em meio a um cenário de reformulações profundas em diversas fundações e espaços consolidados da capital desde o início de 2025. O grupo exige que a administração municipal estabeleça um canal de diálogo técnico para garantir a preservação do patrimônio histórico e a dignidade laboral. A preocupação central é que a mudança provisória se torne definitiva, prejudicando a eficiência dos serviços de gestão imobiliária.


