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Deputados acionam PF contra Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, por suspeita de estupro de vulnerável

Parlamentar nega acusação, apresenta versão alternativa e anuncia medidas judiciais

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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) protocolaram, nesta sexta-feira, 27, uma notícia de fato na Polícia Federal contra o relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (PL-AL), por suspeita de estupro de vulnerável. A iniciativa ocorreu no mesmo dia em que houve confronto entre parlamentares durante sessão da comissão.

Durante a discussão no colegiado, Lindbergh chamou Gaspar de “estuprador” e afirmou que a acusação já vinha sendo levantada anteriormente. Após o episódio, o deputado alagoano disse que irá processar o parlamentar e acioná-lo no Conselho de Ética da Câmara.

De acordo com o documento apresentado à Polícia Federal, a denúncia envolve uma jovem que hoje tem 21 anos e uma filha de 8 anos, que seria fruto do suposto crime. Segundo os parlamentares, o caso teria ocorrido em Alagoas, quando a vítima tinha 13 anos.

Ainda conforme o relato, a adolescente teria sido levada ao Rio de Janeiro para dar à luz, e a criança teria sido registrada em nome de terceiros, sem vínculo formal com os pais biológicos. Apesar disso, a menina teria sido criada pela mãe.

Os autores da denúncia afirmam também que anexaram indícios de tentativa de silenciamento do caso. Segundo a peça, teriam sido feitos pagamentos de R$ 70 mil e, posteriormente, de R$ 400 mil, com o objetivo de impedir a denúncia e evitar responsabilização.

O pedido encaminhado à PF inclui a adoção de medidas de proteção à jovem, à criança e a testemunhas, diante do que classificam como risco de intimidação.

Em resposta, Alfredo Gaspar negou as acusações e afirmou que a narrativa apresentada é falsa. Ele exibiu um vídeo de uma jovem que seria apontada como vítima, no qual ela afirma que não nasceu de um estupro.

Segundo a versão apresentada pelo deputado, a jovem seria filha de uma ex-empregada doméstica de um primo dele, resultado de uma relação consensual. Na gravação, ela afirma que não conhece Gaspar e que o pai mantém o pagamento de pensão.

Em nota, o parlamentar classificou as acusações como falsas e afirmou que adotará medidas judiciais contra Lindbergh e Soraya, incluindo representação por denunciação caluniosa e coação no curso do processo.

Veja também:

CPMI do INSS não indicia Silas Câmara e defesa contesta citação no relatório

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