janeiro 30, 2026
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PF prende suspeito de participar de homicídio de colaborador do Ibama em terra indígena

Contratada pelo Ibama, vítima foi morta em emboscada durante operação federal na TI de Apyterewa, no Pará

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A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (29/1), mandados de prisão temporária e de busca e apreensão no município de São Félix do Xingu, no sul do Pará. As medidas judiciais têm como alvo um homem suspeito de envolvimento no homicídio de um colaborador do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ocorrido em dezembro de 2025, no Distrito da Taboca.

O crime aconteceu durante uma operação de retirada de gado criado ilegalmente na Terra Indígena (TI) Apyterewa. De acordo com a Polícia Federal, o investigado é apontado como participante de ações violentas relacionadas à invasão do território indígena e a ataques contra servidores públicos que atuam na região.

As apurações indicam que o suspeito pode estar envolvido em episódios de violência registrados em dezembro de 2024 e maio de 2025, além de ter retornado à Terra Indígena Apyterewa de forma irregular, mesmo após notificação formal determinando a desocupação da área.

O investigado também é alvo de apuração por possível ligação com um ataque contra uma equipe da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), ocorrido em janeiro de 2026, quando um veículo oficial foi atingido por diversos disparos de arma de fogo durante uma ação no território.

A operação ocorre em um contexto de aumento das tensões na Terra Indígena Apyterewa. No último dia 21 de janeiro, um funcionário da Associação Indígena Tato’a, vinculada ao povo Parakanã, foi alvo de um atentado a tiros dentro da área indígena. O veículo em que ele estava foi atingido por aproximadamente 15 disparos, e a vítima conseguiu escapar pela mata até alcançar uma aldeia próxima, onde recebeu atendimento.

Localizada em São Félix do Xingu, a TI Apyterewa é considerada uma das áreas mais conflituosas da Amazônia. Apesar da operação de desintrusão iniciada pelo Governo Federal em setembro de 2025, a região continua sob pressão de invasores. O território, tradicionalmente ocupado pelo povo Parakanã, enfrenta há anos conflitos fundiários, avanço do desmatamento e recorrentes episódios de violência.

A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento e que novas medidas judiciais poderão ser adotadas conforme o avanço das apurações.

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