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Construção de aterro sanitário em Manaus é alvo de denúncia por supostas irregularidades ambientais

Dentre as suspeitas relatadas estão a ausência de diálogo com a comunidade, intervenções em área de vegetação e curso d'água, e possível extensão do aterro existente

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O vereador de Manaus Zé Ricardo (PT) anunciou, nesta segunda-feira (1), que vai protocolar representação no Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) para que sejam investigadas possíveis irregularidades e suspeitas de crime ambiental envolvendo o novo aterro sanitário da cidade. 

De acordo com o vereador, não houve consulta pública sobre a implantação do novo aterro. Os moradores da região afirmaram, segundo ele, que foram surpreendidos ao ver a cerca sendo levantada, sem aviso prévio e sem diálogo. Há ainda relatos de invasão de terrenos particulares, supressão ilegal de vegetação e o aterramento de um igarapé existente no local.

Durante a fiscalização, Zé Ricardo afirmou que a área onde está sendo erguido o chamado “primeiro aterro municipal público” é uma extensão do atual aterro sanitário, situado ao lado de uma montanha de resíduos acumulados ao longo de décadas.

“O prefeito disse que é o primeiro aterro municipal público, mas na verdade é um puxadinho, é do lado do atual aterro sanitário. Isso não é uma política efetiva para dar destinação adequada ao lixo. Vai continuar poluindo todo esse entorno e prejudicando muitas famílias”, afirmou o vereador.

O parlamentar também criticou a ausência de licenciamento ambiental claro e a continuidade da operação de um aterro que, de acordo com ele, é alvo de decisões judiciais e ações do Ministério Público. 

“Eu não sei com que autorização a Prefeitura está fazendo isso. Estão retirando toda a vegetação, aterrando igarapé, colocando cerca sem ouvir os moradores. Isso é um descaso. Vou encaminhar representação ao Ministério Público e também um requerimento ao Instituto de Proteção Ambiental do Estado para saber se existe licenciamento para essa obra”, contou.

Zé Ricardo disse que o bairro Lago Azul, vizinho à área, corre risco de sofrer impactos diretos, como contaminação, mau cheiro e desvalorização das moradias. Para ele, a Prefeitura insiste em manter uma política atrasada de resíduos sólidos, sem coleta seletiva, reciclagem ou alternativas sustentáveis.

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