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Pela primeira vez em 2025, o preço do açaí registra queda em Belém, segundo DIEESE

Mesmo com a primeira queda registrada em 2025, litro do açaí acumula reajustes que ultrapassam o dobro da inflação no ano, segundo levantamento do DIEESE/PA

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Após uma sequência de aumentos consecutivos desde o início do ano, o preço médio do litro do açaí finalmente apresentou queda no mês de maio de 2025, segundo levantamento divulgado pelo DIEESE/PA. Apesar do alívio momentâneo, os consumidores paraenses ainda sentem no bolso o impacto dos reajustes acumulados ao longo do ano e dos últimos 12 meses, que superam com folga a inflação oficial registrada no período.

De acordo com o estudo, o açaí do tipo médio, muito consumido nas feiras livres e supermercados de Belém, foi comercializado em média a R$ 33,52 no mês passado — uma redução de 5,58% em relação a abril, quando o litro custava em média R$ 35,50. Ainda assim, o preço acumulou alta de 45,86% entre janeiro e maio deste ano e de 23,36% em relação a maio de 2024.

Já o açaí do tipo grosso, geralmente mais encorpado e valorizado, também teve leve recuo no último mês. O valor médio caiu de R$ 52,10 em abril para R$ 51,51 em maio, representando uma queda de 1,13%. Contudo, o acumulado do ano é ainda mais expressivo: 54,17% de aumento nos cinco primeiros meses de 2025. Em 12 meses, a alta chega a 22,32%.

A pesquisa também revelou grande variação de preços conforme o ponto de venda. Na última semana de maio, o litro do açaí tipo médio foi encontrado entre R$ 24,00 e R$ 34,00 nas feiras livres e entre R$ 28,00 e R$ 29,99 nos supermercados. Já o tipo grosso teve preços variando de R$ 46,00 a R$ 60,00 nas feiras e de R$ 36,00 a R$ 38,00 nos supermercados.

O levantamento do DIEESE/PA ressalta que os reajustes acumulados ultrapassam mais que o dobro da inflação oficial — estimada em 2,80% para os primeiros cinco meses de 2025 e em 5,3% nos últimos 12 meses.

Com a chegada da safra do açaí, há expectativa de novas quedas de preço, mas o instituto alerta para a influência de outros fatores, como a especulação na formação dos valores finais, o que vem pressionando o mercado local.

Diante desse cenário, o DIEESE/PA reforça a necessidade de ações estruturais por parte do poder público. Investimentos e políticas voltadas à cadeia de produção e distribuição do açaí são vistos como essenciais para garantir não apenas a ampliação da oferta e a qualidade do produto, mas também a prática de preços mais justos e acessíveis à população paraense.

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