A jornalista Cristiane Sampaio foi encontrada morta na segunda-feira (8) no apartamento onde morava, em Brasília. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa da morte.
Segundo as informações divulgadas, Cristiane foi encontrada sem sinais aparentes de violência. As circunstâncias da morte ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades competentes.
Natural do Ceará, a jornalista residia no Distrito Federal desde 2016. Atualmente, atuava como produtora da TV Câmara. Antes de se mudar para Brasília, construiu parte de sua trajetória profissional no Ceará, onde trabalhou na TV Verdes Mares, afiliada da Rede Globo, além de atuar como assessora de imprensa do Ministério Público do Estado do Ceará.
Formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em 2008, Cristiane também possuía pós-graduações em Tradução de Espanhol e Linguística Aplicada pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), além de especialização em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
A morte da jornalista gerou manifestações de pesar entre colegas de profissão e entidades representativas da categoria. Em nota conjunta, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e o Coletivo de Mulheres Jornalistas do Distrito Federal lamentaram a perda e destacaram a trajetória profissional e o compromisso de Cristiane com causas sociais.
“Para além da competência técnica, Cristiane era muito estudiosa e comprometida com os direitos humanos e o acesso à informação. No campo sindical e dos movimentos sociais, destacou-se pela coragem e firmeza na defesa dos colegas e nunca se omitiu diante de irregularidades trabalhistas, movida por uma inesgotável capacidade de se indignar contra as injustiças”, afirmaram as entidades.
Cristiane Sampaio deixa um legado de atuação no jornalismo e de defesa do acesso à informação, sendo lembrada por colegas e entidades da área pela dedicação à profissão e ao fortalecimento dos direitos da categoria.

