Segundo a denúncia, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e funções específicas, para aquisição, negociação, transporte, ocultação e comercialização de minério extraído ilegalmente. Eles realizavam operações no Brasil e no exterior, utilizando viagens internacionais, contatos estrangeiros e negociações em território peruano para movimentar ouro e diamantes sem autorização dos órgãos competentes.
Ponto de partida
A análise do material apreendido, incluindo cartas-oferta de grandes quantidades de minérios, documentos empresariais, arquivos digitais e registros de comunicação, motivou a instauração de um novo inquérito, após autorização judicial para compartilhamento das provas.
O avanço das investigações identificou uma estrutura organizada dedicada à negociação de bens minerais de origem ilícita. Entre os materiais apreendidos estavam planilhas de pureza e cotação de ouro, fotografias de barras de ouro, contratos particulares, listas de fornecedores e clientes e registros de comunicações reiteradas entre os integrantes do grupo. Mensagens analisadas indicam o aporte de aproximadamente R$ 350 mil para aquisição de ouro no Peru e negociações envolvendo pedras avaliadas em mais de US$ 100 mil.
Reparação e perda de bens
A atuação é do 2º Ofício da Amazônia Ocidental, especializado no enfrentamento à mineração ilegal no Amazonas, em Roraima, em Rondônia e no Acre.

