O ativista indígena Cristian Renato Fonseca foi preso em Santarém, no oeste do Pará, suspeito de violência doméstica. O caso ganhou repercussão após denúncia registrada na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher. A ocorrência envolve relatos de ameaças e violência psicológica. Após procedimentos legais, ele foi liberado e o caso segue sob investigação.
Segundo informações da polícia, a companheira do ativista procurou atendimento na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM). Ela relatou episódios de ameaça e violência psicológica no contexto de relacionamento. Durante o atendimento, a mãe da vítima também compareceu à unidade. Ela afirmou ter sido agredida durante a ocorrência registrada.
A denúncia repercutiu após a exposição pública do caso em redes sociais e pela atuação de Cristian em pautas ligadas aos povos indígenas e direitos humanos. As autoridades mantêm a apuração dos fatos sob responsabilidade da polícia civil.
Após a repercussão, a mãe do ativista, Auricélia Arapiun, publicou nota nas redes sociais. Ela afirmou repudiar qualquer forma de violência contra mulheres e defendeu a investigação rigorosa do caso. Também destacou que “violência psicológica é violência” em publicação divulgada online.
Auricélia afirmou ainda que não pretende se omitir diante das acusações e reforçou sua atuação histórica no enfrentamento às violências de gênero. Ela declarou que, caso as denúncias sejam confirmadas, o filho deve responder pelos próprios atos. A liderança também chamou atenção para a pressão social sobre mães em casos envolvendo filhos homens.
No posicionamento, ela defendeu que a responsabilidade pela criação não recai apenas sobre mulheres e destacou a necessidade de ampliar o debate sobre machismo e violência de gênero. Enquanto isso, o caso segue em investigação pelas autoridades competentes em Santarém, sem definição sobre medidas protetivas ou novos desdobramentos judiciais.
Veja o momento da prisão:



