A presidente do Grupo Liberal, Lucidéa Batista Maiorana, faleceu nesta quinta-feira (30), aos 91 anos, em São Paulo. Conhecida como Dona Déa, ela estava sob cuidados médicos na capital paulista. Natural de Monte Alegre, no oeste do Pará, a empresária teve uma trajetória que começou com desafios, incluindo parte da infância vivida em um orfanato.
Aos 14 anos, mudou-se para Belém, onde conheceu o jornalista Romulo Maiorana, com quem se casou e teve sete filhos. Juntos, adquiriram o jornal O Liberal em 1966 e fundaram a TV Liberal em 1976. Com a morte do marido em 1986, ela assumiu a presidência das empresas e liderou a consolidação do grupo de comunicação.
Atuação na comunicação
À frente de um dos maiores conglomerados de mídia da região, Dona Déa acompanhou de perto a modernização da imprensa no Pará. Além da gestão empresarial, dedicou décadas ao incentivo cultural, sendo uma das responsáveis por fortalecer o projeto ‘Arte Pará’. Sua presença era constante em exposições e eventos voltados à valorização da educação e das artes.
No campo social, a empresária teve participação relevante ao criar, no início dos anos 2000, o Instituto Criança Vida. A instituição sem fins lucrativos foca no atendimento de jovens em situação de vulnerabilidade. Por sua atuação no estado, recebeu honrarias como o grau de comendador da Ordem ao Mérito Grão-Pará e a Ordem ao Mérito da Assembleia Legislativa.
O trabalho de Lucidéa Maiorana foi pautado pela fé católica e pelo apoio a campanhas de saúde pública, como o combate ao câncer. Ela participou de decisões que ajudaram a transformar o jornal impresso em um veículo de alcance nacional. O sepultamento e as homenagens finais encerram um ciclo de décadas de sua presença direta na sociedade e no empresariado paraense.


