A governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), entregou nesta quarta-feira (29) a primeira Praça da Inclusão do Estado, espaço voltado ao acolhimento e ao desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Localizada no bairro do Guamá, a estrutura foi projetada por arquitetos da Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo (Cepa), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
A entrega marca o encerramento do mês de abril, dedicado à conscientização sobre o autismo. Durante a inauguração, a governadora destacou o avanço das políticas públicas voltadas à inclusão desde 2019, quando atuou pela primeira vez na coordenação da pauta no Estado.
Segundo Hana Ghassan, o projeto tem caráter piloto e deverá ser replicado em outros municípios paraenses. A proposta é ampliar a oferta de espaços públicos adaptados para atender famílias atípicas, promovendo acessibilidade, convivência social e inclusão.
A coordenadora da Cepa, Flávia Marçal, afirmou que a iniciativa busca fortalecer os vínculos familiares e ampliar a conscientização e o respeito às pessoas com autismo e seus familiares, consolidando o Pará como referência em políticas públicas voltadas a esse público.
O espaço foi bem recebido pela comunidade local. Moradores do bairro destacaram a importância da praça como ambiente de convivência, lazer e desenvolvimento para crianças atípicas e neurotípicas.
A Praça da Inclusão conta com parque infantil equipado com brinquedos inclusivos, academia ao ar livre, caminho sensorial, horta sensorial, quadra coberta e área de regulação. Os equipamentos foram planejados para estimular coordenação motora, integração sensorial, atenção, concentração, comunicação e interação social por meio de atividades lúdicas.
De acordo com a arquiteta da Cepa, Mayara Carvalho, cada ambiente foi concebido para oferecer experiências estruturadas e significativas, favorecendo a exploração ativa, o engajamento funcional e a convivência social de crianças com TEA e suas famílias.
A praça é a primeira construída no Pará com foco específico no atendimento ao público com transtorno do espectro autista, representando um novo modelo de ocupação e planejamento dos espaços públicos no Estado.
Segundo a arquiteta da Secretaria de Obras Públicas (Seop), Naira Carvalho, o projeto original do local foi adaptado, a pedido da Cepa, para incorporar padrões de acessibilidade e inclusão, o que exigiu um planejamento técnico diferenciado por parte das equipes envolvidas.
Entre os equipamentos instalados está uma Prancha de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), recurso de acessibilidade que permite a comunicação de pessoas com dificuldade de fala, como autistas não verbais, ampliando a participação e a interação no espaço público.


