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O que a PF já sabe sobre dono da ‘Choquei’ e MCs Poze e Ryan em esquema de R$ 1,6 bilhão

Investigação aponta uso de mídia digital para promover investigados, movimentar recursos e sustentar imagem pública do grupo

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Preso na Operação Narco Fluxo, o influenciador Raphael Sousa Oliveira dono do perfil ‘Choquei’ passou a figurar como peça investigada pela Polícia Federal que apura a circulação de cerca de R$ 1,6 bilhão. A inclusão dele ocorre ao lado dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, também alvos de mandados de prisão no mesmo núcleo.

Com base em decisão da Justiça Federal, o dono da Choquei é apontado como “operador de mídia” da organização, recebendo valores elevados para produzir e divulgar conteúdos favoráveis a investigados. Entre os serviços descritos estão a promoção de plataformas de apostas ilegais, rifas digitais e ações voltadas à contenção de desgaste de imagem.

Dentro da estrutura, a apuração indica que MC Ryan ocupa posição central, sendo tratado como líder e beneficiário econômico do esquema. A suspeita é de que ele utilizava empresas ligadas ao entretenimento para misturar receitas legais com recursos de origem ilícita, ampliando o volume financeiro movimentado.

Como a estrutura funcionava

Ao longo da investigação, a Polícia Federal identificou um modelo organizado, com divisão clara de funções entre os integrantes. Enquanto parte do grupo atuava na gestão financeira, outros operavam na intermediação de valores e na construção de uma aparência de legalidade para os recursos.

Nesse cenário, a comunicação aparece como uma das frentes utilizadas pela organização. A produção de conteúdo e a exposição positiva dos investigados seriam estratégias para manter influência pública e reduzir impactos negativos diante de suspeitas.

Além de Ryan, surgem nomes como Tiago de Oliveira, apontado como responsável pela gestão financeira, e José Ricardo dos Santos, ligado à operação de marketing e circulação de dinheiro dentro do esquema.

Onde entram Choquei, Ryan e Poze

No caso de Raphael, a Justiça indica que os valores recebidos estariam relacionados à divulgação de conteúdos favoráveis e à promoção de serviços vinculados ao esquema investigado. Publicações recentes da página “Choquei” destacando MC Ryan, inclusive em rankings e alcance nas plataformas, passaram a integrar o material analisado.

Já em relação a MC Ryan, a investigação o coloca como peça central da estrutura, com atuação ligada à movimentação e concentração de recursos. O nome dele aparece diretamente associado à base financeira do esquema.

Sobre MC Poze do Rodo, embora esteja entre os alvos da operação, a Polícia Federal ainda não detalhou publicamente qual seria a atuação específica dele dentro do grupo, ponto que depende do avanço das análises.

O que dizem as defesas

A defesa de Raphael afirma que a atuação do influenciador se restringe à prestação de serviços publicitários, atividade que classifica como legal e regularmente exercida. Segundo o advogado, os valores recebidos são compatíveis com contratos de marketing e não há participação em organização criminosa.

No caso de MC Ryan, a defesa informou que ainda não teve acesso ao processo, que tramita sob sigilo, e sustenta que todas as movimentações financeiras do artista possuem origem comprovada e seguem a legislação.

Até o momento, não houve manifestação pública detalhada sobre a situação de MC Poze do Rodo.

O que acontece agora

Com a operação em andamento, a Polícia Federal concentra esforços na análise de celulares, documentos e registros financeiros apreendidos. Essa etapa é considerada decisiva para identificar o papel individual de cada investigado dentro da estrutura.

A partir desses dados, o caso pode avançar para a apresentação de denúncias formais à Justiça. Os envolvidos podem responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas, conforme o desdobramento da investigação.

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