O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apura possíveis casos de nepotismo em nomeações para cargos do Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev).
A investigação tem como base uma denúncia que aponta nomeações de pessoas com vínculos familiares e pessoais com a presidente do instituto, Raquel Galvão Rodrigues da Silva, no cargo desde 2023.
Entre os nomes citados está Régia Marissol Hosana Silva Fernandes, chefe da Ouvidoria e apontada como prima da presidente.
Segundo informações oficiais, ela é servidora efetiva da Secretaria de Educação e recebeu, em janeiro, R$ 10.152,03 pelo órgão de origem e R$ 4.499,03 pela função no Iprev.
Ela afirma que foi nomeada para o cargo em 2018, antes da atual gestão, e nega conflito de interesses.
Outro caso envolve Lucas Douglas Oliveira da Silva, apontado como marido de uma sobrinha da presidente. Ele ocupa função de assessor e, segundo o Portal da Transparência, recebeu R$ 5.996,49 em janeiro.
Ele confirmou o vínculo familiar, disse que ingressou no instituto em 2022 e que atualmente está lotado na assessoria de comunicação.
Também é citado Ícaro Lobão de Castro, que foi nomeado assessor especial da Diretoria Jurídica em janeiro de 2025 e exonerado após três meses. A denúncia o aponta como enteado da presidente, o que ele nega. Segundo Ícaro, não há vínculo familiar e a relação entre os dois foi apenas profissional, incluindo sociedade anterior em escritório de advocacia.
Defesa
A presidente divulgou uma nota negando as acusações e afirmou que os fatos não correspondem à realidade.
Segundo a manifestação, a presidente afirma que não tem competência para nomeações no instituto, que seriam de responsabilidade do chefe do Poder Executivo, e sustenta que os vínculos citados não configuram nepotismo à luz da legislação e da jurisprudência.
No documento, ela também afirma que já presta informações ao Ministério Público e que as situações mencionadas foram analisadas internamente. Sobre os casos específicos, declarou que não há relação familiar com Ícaro Lobão, que houve apuração sobre Lucas com sugestão de arquivamento por ausência de indícios e que, no caso de Régia, não foram identificadas irregularidades, com base em nota técnica.
A presidente também declarou estar licenciada da advocacia e afirmou não exercer atividades profissionais durante a gestão, além de não manter atuação em processos contra o Governo do DF.
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