fevereiro 5, 2026
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TJ decreta prisão preventiva de Alcir Costa e mais três por suspeita de corrupção em Santa Maria do Pará

Decisão assinada pela desembargadora Eva do Amaral Coelho atende pedido do MPPA e corre em sigilo absoluto; prefeito não foi localizado em diligência

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O Tribunal de Justiça do Estado do Pará decretou a prisão preventiva do prefeito de Santa Maria do Pará, Alcir Costa, do PSD, e de outros três investigados no âmbito de uma apuração que aponta suspeitas de corrupção, fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro no município.

A decisão foi proferida pela desembargadora Eva do Amaral Coelho, relatora do processo nº 0824408-84.2025.8.14.0000, após pedido do Ministério Público do Estado do Pará. O procedimento tramita em sigilo absoluto, classificado no nível máximo de restrição, nível 5.

Além de Alcir Costa da Silva, tiveram a prisão preventiva decretada Creone de Araújo Chaves Góes, apontado como principal operador financeiro do suposto esquema, Cláudio Ribeiro Pereira Júnior, coordenador do Controle Interno do município, e Fábio Júnior Carvalho de Lima, assessor jurídico da Prefeitura.

Segundo a apuração citada na decisão, a investigação indica uma organização criminosa com divisão de funções entre empresários e agentes públicos, com suspeitas de manipulação de processos licitatórios, uso de empresas de fachada, superfaturamento de contratos e pagamento de propina para viabilizar desvios de recursos públicos.

Ainda conforme os autos mencionados, Creone de Araújo Chaves Góes controlaria empresas registradas em nome de terceiros usadas para firmar contratos fraudulentos com a administração municipal, e uma dessas empresas teria recebido mais de R$ 4 milhões em contratos públicos entre 2023 e 2024.

No mesmo conjunto de elementos, o prefeito é apontado como peça central do núcleo político administrativo do grupo, com suspeitas de autorizar contratações irregulares, receber vantagens indevidas inclusive em espécie e orientar a produção de documentos falsos para viabilizar os desvios investigados.

Após a decisão, equipes do GAECO e da Polícia Civil cumpriram ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão. Durante diligências na residência do prefeito, em Santa Maria do Pará, Alcir Costa não foi localizado e passou a ser considerado foragido.

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