dezembro 17, 2025
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Após flagra, deputado bolsonarista de Rondônia exonera esposa e sobrinho do próprio gabinete na Câmara

Juntos, a esposa e o sobrinho do deputado receberam R$ 1.223.800 enquanto integravam o gabinete do parlamentar

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Após repercussão sobre as contratações de familiares em seu gabinete, o deputado federal Coronel Chrisóstomo (PL-RO) informou ter exonerado a esposa, uma cunhada e duas concunhados. A apuração foi revelada pelo Metrópoles, que questionou o parlamentar sobre as nomeações e os valores recebidos pelos quatro servidores.

No entanto, em uma consulta ao Portal da Transparência da Câmara dos Deputados mostra que apenas dois deles aparecem oficialmente desligados. São eles Elizabeth Dias de Oliveira, companheira do deputado, e Luy Ferreira Sobral, concunhado.

As outras duas parentes continuam vinculadas ao gabinete. Naara Star de Oliveira Souza Dias, cunhada, segue ocupando um Cargo de Natureza Especial desde julho de 2022 e já recebeu mais de R$ 386,5 mil. Gabriela Aparecida de Lima Oliveira, concunhada, também permanece listada como servidora e soma R$ 532,7 mil em duas passagens pelo gabinete.

Elizabeth trabalhava como secretária parlamentar desde abril de 2020 e acumulava mais de R$ 1,2 milhão. Luy teve apenas um contracheque publicado, referente a setembro, no valor de R$ 23,8 mil, antes de constar como desligado.

Veja:

Deputado disse não ver problema

Quando foi questionado sobre as nomeações, Chrisóstomo disse que não via problema, afirmando que se tratava de pessoas que já trabalhariam na Casa. Depois, sua assessoria informou ao Metrópoles que todos haviam sido exonerados. Durante a apuração, Elizabeth afirmou no gabinete que tinha o emprego que quisesse e pediu que a equipe publicasse a informação.

O Supremo Tribunal Federal (STF) proíbe a nomeação de cônjuge, companheiro e parentes até o terceiro grau para cargos comissionados, conforme a Súmula 13. Já o Tribunal de Contas da União reconhece a união estável como vínculo que gera parentesco por afinidade. A Câmara informa que possui regras próprias e não adota o decreto que regulamenta o assunto no Poder Executivo.

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