fevereiro 20, 2026
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Produção sustentável de 40 toneladas de peixe leva autonomia a comunidades indígenas

Projeto "Moro-Morí" usa tanques de engorda para criar ciclo virtuoso de alimento e renda, equilibrando tradição e desenvolvimento em terras de pequeno porte

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A comunidade Truaru da Cabeceira recebeu alevinos pelo projeto Moro-Morí, da prefeitura. A iniciativa, executada pela Secretaria Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas (SMAAI), inclui a escavação de tanques, fornecimento de equipamentos, ração e assistência técnica até a despesca. O plano é atender todas as 17 comunidades indígenas da região.

Na Truaru da Cabeceira, 24 famílias são beneficiadas. De acordo com o técnico da SMAAI, Ariosto Aparecido, a essência da iniciativa está no empoderamento local por meio do fornecimento de insumos e conhecimento. “O diferencial está na participação direta das comunidades. Fornecemos a ração e os alevinos, promovendo aprendizado e autonomia aos participantes. O objetivo final é que, com o conhecimento adquirido, ampliem a produção e melhorem o acesso ao peixe, especialmente em locais mais distantes dos rios”, disse.

Conforme relatou Jucinei de Souza, responsável local, o projeto soluciona a falta de rios próximos, gerando benefícios culinários, culturais e econômicos para a comunidade. “A gente não tem rio próximo para pescar e o projeto de piscicultura feito pela prefeitura só tem trazido benefícios. Agradecemos muito, porque isso melhora nosso dia a dia. Podemos fazer peixe cozido, frito, assado e até a damorida, que é uma comida tradicional nossa. Ainda podemos vender e reinvestir na produção, se tornando uma corrente positiva”, enfatizou.

Segundo Petronilia Ângelo, de 66 anos, a iniciativa é importante para as famílias que, com terrenos pequenos, não têm outra opção para pescar. “É muito importante para mim e para toda comunidade. Não temos onde pescar, pois nosso terreno é bem pequeno. Então, um projeto desses é maravilhoso. A gente agradece a prefeitura por essa oportunidade”, comentou.

O projeto Moro-Morí, que significa “peixe bom” em macuxi, já realizou a primeira despesca em cinco comunidades, com uma média de 2 toneladas de peixe por tanque. A expectativa é que, quando totalmente implementado, o projeto produza 40 toneladas de tambaqui a cada dez meses, melhorando a nutrição e a renda das famílias.

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