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Dias após agredirem e forjarem prisão em flagrante de comerciante, policiais militares são presos a pedido do MP

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Quatro policiais militares envolvidos na agressão e na prisão forjada de um comerciante no bairro Colônia Santo Antônio, na Zona Norte de Manaus, foram presos preventivamente na manhã deste sábado (14). A operação, denominada “Forja”, foi conduzida pela 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp), com apoio operacional de agentes do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais (Caocrimo/MPAM), do Departamento de Justiça e Disciplina da PM e do Comando da 18ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom/CPA Norte).

As prisões preventivas foram autorizadas pelo juiz Fábio Lopes Alfaia, atendendo à solicitação do promotor Armando Gurgel, titular da 60ª Proceapsp. A decisão ocorreu após o vazamento de um vídeo que mostra os policiais abordando uma pessoa em um comércio. Nas imagens, a vítima aparece sentada quando recebe o foco de luz no rosto, sendo imediatamente algemada, agredida e presa sob a acusação de tráfico de drogas.

Durante as investigações, ao comparar o vídeo com as informações do inquérito, o Ministério Público identificou inconsistências e solicitou a prisão preventiva dos policiais. Apesar de não saberem que estavam sendo filmados, os PMs registraram no Boletim de Ocorrência que o comerciante foi abordado e preso em via pública com droga, relatando ainda que ele teria entregado mais entorpecentes. As imagens, no entanto, contradizem essa versão dos fatos.

Os policiais, todos lotados na 18ª Cicom, foram presos e estão recolhidos no Batalhão da PM. Eles deverão responder por vários crimes, incluindo extorsão, tráfico de drogas, falsidade ideológica, tortura e abuso de autoridade.

“Os PMs alegaram que o comerciante foi preso por envolvimento em crimes, mas as circunstâncias da prisão, elucidadas pelo vídeo, não são as que foram descritas por eles. Foi uma ação forjada, onde foram praticados vários crimes. Houve desvio de conduta e excesso. Orientamos a população a fazer a denúncia, para que casos como esse não se repitam”, afirmou o promotor Armando Gurgel.

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