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Após suspender Radar Amazônico, Justiça acata novo pedido de David e tira do ar redes sociais de Any Margareth

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A Justiça Eleitoral do Amazonas determinou, em duas decisões às vésperas das eleições, a suspensão das atividades do portal de notícias Radar Amazônico e das redes sociais de sua proprietária, Any Margareth. As duas decisões foram proferidas pelo mesmo juiz, Roberto Santos Taketomi, da 32ª Zona Eleitoral de Manaus, em resposta a pedidos do prefeito de Manaus e candidato à reeleição, David Almeida (Avante).

Na quarta-feira, 23, a Justiça acatou um pedido de cumprimento de sentença apresentado por David Almeida. O requerente alegou que o Radar Amazônico descumpriu uma decisão anterior que concedia um direito de resposta a uma publicação considerada difamatória.

Segundo a decisão, o portal atrasou em mais de quatro horas a veiculação da resposta e, após sua publicação, adotou uma estratégia de “ofuscamento digital”, publicando simultaneamente outros conteúdos que minimizavam o alcance da manifestação judicial.

O magistrado impôs, ainda, uma multa de R$ 50 mil ao Radar Amazônico e determinou a suspensão das atividades do portal e suas redes sociais até a segunda-feira, 28. A decisão foi fundamentada na gravidade das ações do requerido e na necessidade de preservar a autoridade judicial durante o período eleitoral.

Proprietária do Radar Amazônico pediu reconsideração

Nesta quinta-feira, 24, Any Margareth apresentou um pedido de reconsideração da decisão anterior, afirmando que não houve descumprimento doloso e que problemas técnicos causaram o atraso na veiculação do direito de resposta.

No entanto, o juiz manteve a suspensão e decidiu estender os efeitos da decisão ao perfil pessoal de Any Margareth. A justificativa foi que havia indícios de tentativa de burlar a ordem judicial através do uso desse perfil alternativo.

O juiz também destacou que as alegações da requerida não eram suficientes para justificar o atraso e que havia um histórico de publicações regulares em horários não comerciais. Além disso, Any Margareth foi acusada de desacato à autoridade judicial ao criticar publicamente a decisão.

Any Margareth afirma que estão tentando silenciar o jornalismo investigativo

Após as decisões judiciais, Any Margareth gravou um vídeo que circulou nas redes sociais, no qual expressou sua indignação. Ela criticou a decisão do juiz alegando que a suspensão foi uma tentativa de silenciar o jornalismo investigativo. “Calaram o Radar e decidiram agora calar a Any Margareth”, afirmou ela, referindo-se à suspensão das suas contas.

Ela também destacou que o Radar Amazônico não foi acusado de fake news e que seu trabalho respeita as leis eleitorais, destacando que até mesmo o Ministério Público Eleitoral reconhece a importância do trabalho realizado pelo portal.

Confira o vídeo: 
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