O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou R$ 13,3 milhões em multas por poluição do ar nos municípios de Manaus, Humaitá, Manacapuru e Careiro. As penalidades foram registradas entre setembro e outubro de 2026, após cinco fiscalizações que identificaram irregularidades relacionadas à queima de resíduos sólidos a céu aberto.
A maior multa, de R$ 5,5 milhões, foi aplicada em Manaus, durante uma fiscalização no Distrito Industrial 2. Outros R$ 7,5 milhões correspondem a três autuações por queimadas em lixões municipais de Humaitá e Manacapuru. Em Careiro, a penalidade chegou a R$ 260 mil.
Parte das infrações ocorreu antes da publicação do Decreto Estadual nº 55.339, de 9 de setembro de 2026, que proibiu o uso do fogo no Amazonas por 120 dias.
Multas em lixões somam R$ 7,5 milhões
Em Manacapuru, município localizado a 68 quilômetros de Manaus, uma fiscalização realizada em 2 de setembro identificou a queima de resíduos no lixão municipal. A irregularidade resultou em multa de R$ 2,5 milhões.
No município de Humaitá, a 590 quilômetros da capital, o Ipaam realizou duas autuações, nos dias 18 e 23 de setembro. Cada ocorrência gerou uma multa de R$ 2,5 milhões, totalizando R$ 5 milhões.
Segundo o órgão ambiental, as equipes constataram a queima de lixo em áreas abertas, com emissão de gases poluentes na atmosfera.
Em Manaus, a fiscalização que resultou na maior penalidade ocorreu em 7 de outubro, durante a segunda fase da Operação Alerta Fogo. No Distrito Industrial 2, os agentes identificaram o uso irregular do fogo e registros de odores e desconforto respiratório relatados por moradores da região.
No dia seguinte, 8 de outubro, uma ação da 12ª etapa da Operação Tamoiotatá 6 identificou poluição atmosférica no município de Careiro, situado a 88 quilômetros de Manaus. A ocorrência, que também envolveu relatos de desconforto respiratório provocado por odores, resultou em multa de R$ 260 mil.
Fiscalização ambiental
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, afirmou que as operações buscam identificar práticas irregulares e responsabilizar os envolvidos, principalmente durante o período de estiagem.
“Estamos trabalhando para que a legislação ambiental seja cumprida e para evitar que a população sofra com os efeitos da poluição. O Governo do Amazonas, sob a gestão do governador Roberto Cidade, tem reforçado esse trabalho de fiscalização, principalmente neste período de estiagem”, declarou.
O gerente de Fiscalização Ambiental do instituto, Marcelo Barroncas, explicou que o órgão atua na fiscalização de empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental estadual, na apuração de denúncias e em operações destinadas a identificar fontes de poluição.
Durante as inspeções, os fiscais verificam as condições de funcionamento das atividades e o cumprimento das exigências ambientais. Além das multas, podem ser determinadas medidas como embargos e interdições, dependendo da infração constatada.
“Nosso trabalho não se limita à aplicação de multas. A fiscalização também busca prevenir danos ambientais e impedir que atividades irregulares continuem comprometendo a qualidade do ar”, explicou Barroncas.
Os recursos arrecadados com o pagamento das multas são destinados ao Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema), administrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
Como denunciar
Denúncias de possíveis infrações ambientais de competência do Ipaam podem ser encaminhadas pelo WhatsApp (92) 98557-9454.
Em situações de incêndio em andamento que necessitem de atendimento imediato, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas pelo telefone 193.

