A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (23), a segunda fase da Operação Disco de Ouro para aprofundar as investigações sobre uma organização criminosa suspeita de movimentar e ocultar mais de US$ 48 milhões por meio de um esquema envolvendo empresas brasileiras e estrangeiras.
Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores, expedidos pela Justiça Federal. As medidas buscam reunir novas provas, interromper as atividades investigadas e recuperar patrimônio que teria ligação com os crimes apurados.
Segundo a PF, as investigações identificaram movimentações financeiras internacionais, utilização de contas bancárias de terceiros e mecanismos informais de compensação financeira.
Pessoas físicas e jurídicas também teriam sido utilizadas para pulverizar os recursos entre diferentes destinatários, estratégia que, conforme a investigação, dificultaria a identificação da origem e do destino do dinheiro.
Minério e documentos falsos
A nova etapa é um desdobramento da primeira fase da Operação Disco de Ouro, investigação que apura possíveis irregularidades na cadeia de comercialização e exportação de minério.
Uma das suspeitas é de que documentos com informações ideologicamente falsas tenham sido utilizados para dar aparência de legalidade a determinadas operações comerciais e financeiras.
A segunda fase concentra-se no aprofundamento da apuração sobre a circulação e ocultação dos recursos e sobre a participação de empresas e pessoas que teriam integrado a estrutura financeira investigada.
Os envolvidos poderão responder, conforme a participação atribuída a cada um, pelos crimes de lavagem de capitais, organização criminosa, falsidade ideológica e operação irregular de instituição financeira, além de outras infrações que eventualmente sejam identificadas durante as investigações.

