A Justiça converteu em preventiva a prisão de Genival Marreiros de Oliveira, ex-secretário de Agricultura de Santana, suspeito de integrar um bando que roubou uma carga de grude de peixe. O crime ocorreu no rio Cassiporé, na costa do Amapá, onde um barco foi interceptado para o saque do material avaliado em R$ 1 milhão. Genival e outros três homens acabaram detidos em uma barreira policial na última quinta-feira (23) enquanto transportavam parte do produto.
Durante a abordagem inicial, os agentes encontraram 30 das 50 sacas que haviam sido levadas da embarcação. A operação avançou na sexta-feira (24) com a prisão de um quinto envolvido, que indicou o paradeiro das 20 sacas restantes, completando a recuperação total do carregamento. Diante da gravidade dos fatos e das evidências de autoria, o magistrado decidiu manter o grupo sob custódia para garantir a ordem pública durante a instrução do processo.

A Prefeitura de Santana reagiu rápido e exonerou Genival do cargo logo após a confirmação do envolvimento no crime. Em nota oficial, a gestão municipal declarou que as ações atribuídas ao agora ex-secretário possuem caráter estritamente pessoal e não guardam relação com o exercício da função pública. A trajetória política do suspeito é extensa, incluindo passagens pela Câmara de Vereadores e uma candidatura ao Legislativo prevista para o pleito deste ano.
No último domingo (26), o ex-gestor foi transferido para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), onde aguarda os desdobramentos jurídicos. A defesa, conduzida pelo advogado Riano Valente, protocolou nesta terça-feira (28) um pedido de relaxamento da prisão sob o argumento de ausência de requisitos para o cárcere. O Judiciário ainda não se manifestou sobre a solicitação, mantendo o regime de reclusão preventiva por tempo indeterminado.


