O ex-governador Wilson Lima (União Brasil), que havia prometido concluir o mandato até o último dia em compromisso com a população do estado, revelou que a renúncia do vice-governador, Tadeu Souza, foi o que lhe deu “segurança” para também renunciar ao cargo e entrar na disputa por uma das duas vagas ao Senado pelo Amazonas.
“O cenário que a gente tinha anteriormente era a permanência do Tadeu. No entanto, ele renunciou ao cargo. Aí se apresentou um outro cenário e isso me dava segurança e a tranquilidade necessária para que eu pudesse tomar essa decisão”, afirmou Wilson, durante coletiva nesta segunda-feira (6), ao lado do governador interino Roberto Cidade.
Com a mudança, Wilson confirmou a pré-candidatura ao Senado e iniciou a reorganização da agenda política.
“Sou, sim, por decisão do partido, pré-candidato ao Senado da República. Estou reformulando aqui a minha agenda e estarei muito presente no interior e também na capital”, disse.
Ao comentar a decisão, Wilson reconheceu o perfil técnico de Tadeu, mas indicou que o momento exigia também articulação política e estabilidade institucional.
“Isso me deu conforto para que eu pudesse renunciar e continuar contribuindo ainda mais com o Estado”, completou.

Aleam define eleição indireta
Com a saída de Wilson Lima e Tadeu de Souza, a Assembleia Legislativa do Amazonas iniciou o processo para definir as regras da eleição indireta que escolherá o novo governador até 2026. O presidente da Casa, Adjuto Afonso, marcou para terça-feira (7) a votação da lei que vai estabelecer o rito da escolha no plenário, etapa necessária antes da convocação da eleição.
A definição ocorre dentro do prazo constitucional de até 30 dias para realização do pleito indireto. Segundo Adjuto, a proposta está em elaboração pela procuradoria da Aleam e deve ser votada para permitir a abertura formal do processo. Enquanto isso, o governador interino Roberto Cidade afirmou que mantém foco na gestão e na continuidade dos serviços, evitando antecipar qualquer movimento eleitoral neste momento.


