A poucos dias do fim do prazo eleitoral, ao menos 17 ministros deixaram cargos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar as eleições deste ano. As saídas provocaram mudanças em 18 ministérios, com parte das pastas já sob novo comando.
As exonerações seguem a regra da desincompatibilização, que obriga ocupantes de cargos públicos a se afastarem para concorrer. O prazo se encerra neste sábado (4).
Entre as saídas mais recentes estão as de Geraldo Alckmin, que estava à frente do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços, e Gleisi Hoffmann. As exonerações foram publicadas na sexta-feira (3).
A reconfiguração da Esplanada também inclui mudanças internas. O ministro André de Paula deixou a Pesca e assumiu o Ministério da Agricultura e Pecuária no lugar de Carlos Fávaro. Nesse caso, não houve saída do governo, mas troca de função dentro da estrutura federal.
Reposição
A maior parte dos novos titulares já ocupava cargos dentro dos próprios ministérios, principalmente como secretários-executivos. A escolha mantém a condução administrativa das pastas enquanto os ex-ministros se voltam à disputa eleitoral.
As mudanças redesenham o primeiro escalão do governo em meio ao calendário político e devem permanecer ao longo do período eleitoral, até eventual retorno ou nova composição após o pleito.


