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Nove dias após operação da PF, Uerr nega envolvimento do atual reitor em fraudes em vestibulares e concursos

Segundo nota divulgada pela instituição, supostas fraudes ocorreram na gestão do ex-reitor, Regys Freitas

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A Universidade Estadual de Roraima (Uerr) divulgou nota oficial nesta quinta-feira (23) para esclarecer que as investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público dizem respeito a fatos ocorridos antes da atual gestão. O comunicado foi emitido após a deflagração da Operação Meritum, que apura supostas fraudes em vestibulares e concursos públicos da instituição.

De acordo com a Uerr, o atual reitor Cláudio Delicato, embora tenha exercido o cargo de vice-reitor no período do então gestor investigado, Regys Freitas, não teve qualquer participação ou conhecimento dos atos sob apuração. A administração destacou que todos os relatórios de gestão elaborados sob sua responsabilidade refletiram com exatidão os dados e procedimentos administrativos da instituição.

A Operação Meritum, deflagrada no último dia 14 pela Polícia Federal, cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Boa Vista. Entre os alvos estão o ex-reitor Regys Freitas, a esposa dele e servidores públicos ligados à universidade.

A Justiça também determinou o afastamento por 90 dias de servidores investigados, com manutenção da remuneração, além da instauração de sindicância administrativa para apurar eventuais irregularidades funcionais.

Na nota, a reitoria afirmou que a atual gestão tem atuado de forma “plena e colaborativa” com a Polícia Federal, o Ministério Público e órgãos de controle, além de conduzir investigações internas complementares para identificar e responsabilizar possíveis agentes que tenham atuado de forma lesiva à instituição.

O documento também informa que o Conselho Universitário (Conuni), instância máxima de deliberação da Uerr, tem sido formalmente informado em todas as reuniões sobre o andamento das apurações e as medidas administrativas adotadas.

A universidade reforçou ainda que o objetivo é preservar a integridade institucional e restabelecer a credibilidade da Universidade. “O compromisso da atual gestão é separar o joio do trigo, preservar a integridade da Universidade e retirar a UERR das páginas policiais, devolvendo-lhe o espaço de protagonismo acadêmico, científico e social que merece”, diz o texto.

Veja também: 

Ex-reitor e servidores da UERR são alvos de operação da PF por fraudes em seletivos

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