O prefeito David Almeida (Avante) nomeou quatro ex-vereadores que não conseguiram se reeleger nas eleições de 2024 para cargos comissionados na Prefeitura de Manaus. Entre os escolhidos estão Alonso Oliveira (Avante), Professor Fransuá (PSD), Sassá da Construção Civil (PT) e Wallace Oliveira (DC). As nomeações contemplam funções estratégicas e administrativas no executivo municipal.
A nomeação dos secretários da nova gestão municipal está publicada na edição desta quarta-feira, 1º de janeiro, do Diário Oficial do Município (DOM).
Alonso Oliveira
Alonso Oliveira foi indicado para chefiar a Secretaria Municipal de Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi). A pasta foi alvo de investigações durante a gestão anterior, com o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) condenando o ex-secretário Radyr Júnior a devolver R$ 612,6 mil aos cofres públicos, além de pagar multas que ultrapassam R$ 80 mil. As irregularidades incluíram uso indevido de recursos destinados a cursos de capacitação e o superfaturamento de obras, como a construção da Casa de Praia Zezinho Correia.
Professor Fransuá
O Professor Fransuá assumiu o comando da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudança do Clima (Semmasclima). Ele substitui Antônio Ademir Stroski, mestre em ciências ambientais e servidor concursado do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM). Com especialização em Administração e Engenharia de Produção, Fransuá participou, em 2023, de eventos sobre mudanças climáticas.
Sassá da Construção Civil
Cícero Custódio da Silva, conhecido como Sassá da Construção Civil, foi nomeado como secretário extraordinário da Prefeitura, cargo que não teve suas funções detalhadas publicamente. Durante seu período como vereador, Sassá destacou-se por sua participação em protestos de professores contra um reajuste salarial de 1,25%, além de ter votado contra solicitações de esclarecimentos sobre emendas parlamentares e convocações do prefeito para prestar contas sobre gastos públicos.
Wallace Oliveira
Wallace Oliveira, que recebeu 4.557 votos e não conseguiu se reeleger, foi nomeado como subsecretário da Ouvidoria-Geral do Município. O ex-vereador também enfrenta repercussões relacionadas ao seu partido, Democracia Cristã (DC), que está sob investigação por supostas irregularidades no cumprimento da cota de gênero exigida pela legislação eleitoral. A denúncia inclui a possível utilização de uma candidatura fictícia para atingir o percentual mínimo de 30% de mulheres e até a inclusão do nome de Wallace na lista feminina. Caso as acusações sejam comprovadas, os mandatos de vereadores eleitos pelo DC, como Elan Alencar, podem ser cassados.


