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Prefeitura de São Luiz entra na mira do MPC por falta de transparência e ausência de processos licitatórios

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Nesta quinta-feira, 1º, o Ministério Público de Contas de Roraima (MPC/RR) realizou uma diligência no município de São Luiz, região Sul do Estado, para investigar indícios de irregularidades em processos licitatórios da Prefeitura. A prefeitura é comandada por James Batista.

Conforme o MPC, a ação foi comandada pelo Procurador-Geral de Contas e titular da 1ª Procuradoria de Contas, Dr. Paulo Sousa, acompanhado por equipe técnica da instituição.

Após o recebimento de denúncias que apontavam supostas irregularidades em processos referentes à construção do novo Portal da entrada da cidade, do parque de vaquejada, além de outras obras do município e de vicinais, o MPC instaurou Procedimento Investigativo Preliminar e encaminhou ofícios ao município solicitando cópias dos processos, mas não houve resposta.

Durante a diligência in loco, a equipe constatou que todas as obras mencionadas estão paralisadas. Além disso, foi verificado que o Portal da Transparência da Prefeitura foi terceirizado e encontra-se inoperante. Outro ponto crítico identificado foi o funcionamento precário do Controle Interno da Prefeitura, que opera apenas uma vez por semana.

O Procurador-Geral, Dr. Paulo Sousa, também averiguou que, até o momento, apenas duas licitações foram realizadas em 2024, ambas referentes à locação de imóveis, e não há nenhum documento referente aos anos anteriores.

A situação se mostrou ainda mais preocupante com a constatação da ausência de processos físicos na Comissão Permanente de Licitação (CPL) do município. Conforme relatado pelo servidor responsável pelo setor, os processos estariam dispersos em escritórios de advogados e empresas terceirizadas contratadas pela Prefeitura, fora da CPL e das secretarias de origem.

“Como que a prefeitura, que é titular do processo e que paga, não tem os processos? Não estão no Portal da Transparência, não mandam para nós quando solicitamos por ofício e, quando chegamos aqui, os processos não existem”, questionou o Procurador-Geral de Contas, Dr. Paulo Sousa.

Conforme o procurador-geral, todos os indícios serão apurados visando a tomada das providências cabíveis.

Foto: Divulgação 

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