A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), acionou a Polícia Federal para investigar um ataque cibernético que teria comprometido o sistema responsável pelo envio de alertas emergenciais à população em diferentes regiões do país.
Segundo informações oficiais, a principal linha de investigação aponta para uma ação hacker coordenada. Como medida de segurança, a plataforma de envios do sistema Defesa Civil Alerta foi retirada do ar preventivamente. Em nota, a secretaria informou que trabalha para restabelecer o funcionamento do serviço “o mais rápido possível”, assim que todas as condições de segurança forem restabelecidas.
O episódio ocorreu na madrugada desta data, por volta de 1h30, quando uma notificação sonora foi disparada para celulares de diversas localidades, classificada como “alerta extremo” — categoria reservada a situações de risco iminente de desastres naturais.
O alerta foi acompanhado por uma sirene de alta intensidade, que pode ser acionada mesmo em aparelhos no modo silencioso, além de uma mensagem de texto contendo apenas a palavra “misantropia”, termo que significa aversão ou ódio à humanidade, o que reforçou a suspeita de invasão indevida ao sistema.
Sistema é usado para alertas de emergência
O Defesa Civil Alerta é um sistema nacional desenvolvido para o envio de mensagens automáticas à população em áreas de risco, com foco em situações como enchentes, deslizamentos, vendavais e outros eventos climáticos extremos.
Os alertas são enviados sem necessidade de cadastro prévio, alcançando aparelhos compatíveis com redes 4G e 5G, de acordo com a área de cobertura e localização das operadoras.
O nível “alerta extremo” é o mais alto da escala de risco e é utilizado apenas em situações que exigem resposta imediata da população, justamente por emitir aviso sonoro obrigatório em todos os dispositivos.
Plataforma foi suspensa preventivamente
Após o incidente, a Defesa Civil determinou a suspensão temporária da plataforma como medida preventiva, enquanto equipes técnicas trabalham para identificar a vulnerabilidade explorada e garantir a integridade do sistema.
A Polícia Federal ficará responsável pela investigação da autoria, origem e extensão do ataque, além de possíveis impactos sobre a infraestrutura digital utilizada pelo sistema nacional de alertas.
O governo federal ainda não informou prazo para a retomada completa do serviço.

