A manhã desta terça-feira (19), ganhou um clima de São João na sede do Projeto Crescer, no bairro Sílvio Botelho. O encontro reuniu jovens de diferentes realidades, mas unidos pelo mesmo sentimento junino. Enquanto a música embalava o ambiente, os passos da quadrilha davam vida a um ensaio marcado pela nostalgia e pela valorização da cultura popular.
O projeto é promovido pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SEMADS). Os ensaios da quadrilha “Juventude na Roça” ocorrem de segunda a quarta-feira e carregam um propósito que vai muito além da técnica.
À frente da oficina de Esporte, Cultura e Lazer, o instrutor Janesson Santana explica que a inspiração para a apresentação deste ano nasce de duas referências afetivas: a Turma do Chaves, programa televisivo criado pelo mexicano Roberto Gómez Bolaños que marcou gerações, e a quadrilha “Rabo de Palha”, do Pará, conhecida pela energia contagiante.
“Quem viveu aquela época vai sentir muita emoção. E quem é mais jovem e também assistiu bastante Chaves na TV vai se identificar. Vamos entregar nostalgia misturada com a cultura daqui, de Roraima e do Pará. Queremos criar uma apresentação voltada para o coração. Este é o maior palco da vida de cada um. Daqui sairão advogados, juízes, engenheiros, mas, neste momento, todo mundo é São João”, contou o instrutor.
Experiência que soma
Quem dança com desenvoltura é o jovem José Leonardo, de 17 anos. Há um ano no Crescer, ele já acumula conquistas nos festivais juninos. Desde então, compartilha com os novatos a experiência adquirida nas competições. No currículo, soma vitórias e apresentações em Boa Vista e Manaus desde 2023.
“Eu já tinha experiência como quadrilheiro antes de entrar no projeto. Quando cheguei, o instrutor me chamou e passei a integrar o grupo de dança. Participei de outras quadrilhas pela prefeitura, fui campeão em 2023 e fiquei em segundo lugar em 2024. É muito bom ajudar, porque o projeto oferece muitas oportunidades para todo mundo e ensina muita coisa. Provavelmente este ano vou participar de outra competição em São Paulo”, contou José.
A mesma vontade de compartilhar conhecimento move Ana Paula Santana, também de 17 anos. Há dois anos no Crescer, ela vive sua segunda experiência no projeto e já compreendeu a riqueza presente nessa troca de aprendizados.
“É maravilhoso, algo único. A gente passa conhecimento para os novatos aos poucos e vai aprendendo junto, porque nem todos sabem dançar”, afirmou.




