A Justiça de Roraima decidiu manter por mais 10 dias a prisão de Rick Silva e Silva, delegado da Polícia Civil lotado em Rorainópolis, no sul do estado. A medida sustenta o avanço de uma investigação que envolve o duplo homicídio de um casal de empresários localizado carbonizado em dezembro.
A prisão ocorreu em 14 de abril, no âmbito da Operação Conluio, que aprofundou a apuração sobre a morte de Edgar Silva Pereira, de 60 anos, e Rossana de Lima e Silva, de 49. O casal foi encontrado dentro de uma caminhonete incendiada em uma vicinal da região após o desaparecimento.
O processo não traz, de forma pública, a descrição do suposto envolvimento do delegado no crime. O prazo inicial da prisão temporária terminaria nesta semana, mas acabou estendido por decisão judicial, mantendo o caso sob sigilo.
A defesa afirma que vai contestar a prorrogação, ao alegar ausência de necessidade da medida e violação de garantias constitucionais. Os advogados também dizem que não podem detalhar o conteúdo do processo por causa do segredo de Justiça.
Na mesma operação, foram cumpridos outros mandados em Rorainópolis e Boa Vista. Na residência do delegado, equipes apreenderam equipamentos eletrônicos e uma arma institucional com munições. A Corregedoria da Polícia Civil abriu procedimento administrativo para apurar a conduta.
A investigação, conduzida por unidades especializadas com apoio do Ministério Público, já soma mais de 20 mandados judiciais. O foco é esclarecer a dinâmica da morte do casal e eventuais conexões entre investigados e servidores públicos no caso que começou após o desaparecimento em dezembro.


