O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 23, que será pré-candidato ao Governo do Amazonas nas eleições de 2026. Durante o anúncio, declarou que rompeu politicamente com o senador Omar Aziz (PSD) após se sentir “intimidado” e “ameaçado”.
“Eu me senti intimidado e me senti ameaçado. Eu não poderia ficar ao lado de alguém que poderia usar algo para tentar me ameaçar”, disse o prefeito ao explicar a retirada de apoio ao senador.
A declaração ocorre após episódios públicos de tensão política entre os dois. Questionado se havia conversado com Omar antes de oficializar o rompimento, Almeida afirmou que tomou a decisão de forma autônoma.
“Eu sou um político independente, eu não sou hierarquicamente subordinado a ninguém. As minhas decisões são tomadas de acordo com as minhas convicções e consultando os meus aliados”, declarou.
Críticas ao Governo do Estado
Durante a coletiva, David Almeida também voltou a criticar o Governo do Amazonas, ao comentar os desdobramentos da Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas.
“O Governo do Estado do Amazonas está instrumentalizando o Estado, isso é crime”, afirmou. Segundo ele, a investigação teria motivação política.
O prefeito destacou ainda que, segundo sua avaliação, não há operações da Polícia Federal ou do Ministério Público contra sua gestão. “Em seis anos agora, nós não temos na nossa gestão uma operação da Polícia Federal. As nossas contas estão aprovadas no Tribunal de Contas”, disse.
Defesa de ex-chefe de gabinete
Questionado sobre movimentações financeiras atribuídas à investigadora Anabela Cardoso, ex-chefe de gabinete e alvo da operação, o prefeito afirmou que mantém confiança na servidora. “Ela é da minha confiança, ela é inocente e vai continuar trabalhando comigo”, declarou.
Sobre valores apontados na investigação, afirmou que os números divulgados não correspondem ao que, segundo ele, consta nos autos. “O que tem de transferência da Ana Bela para a empresa é R$ 36 mil em cinco anos”, disse. Também declarou que parte dos pagamentos de passagens mencionados na apuração seriam recursos próprios, declarados em imposto de renda.
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