A escritora, poeta e contadora de histórias Heliana Barriga morreu nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, aos 75 anos, no Pará. A informação foi confirmada por familiares, que apontaram infarto como a causa da morte. Reconhecida como uma das principais referências da literatura infantil no estado, ela dedicou mais de quatro décadas à formação de leitores.
Natural de Castanhal, Heliana Barriga construiu uma trajetória voltada principalmente ao público infantil, com alcance que ultrapassou gerações. Ao longo da carreira, publicou cerca de 60 livros e lançou dez álbuns musicais, reunindo literatura, música, cordel e apresentações cênicas direcionadas às infâncias.
Conhecida como “ecopoeta do cotidiano”, a autora tinha como marca a valorização da natureza amazônica, das brincadeiras populares, da oralidade e da musicalidade. Suas obras exploravam elementos como animais, rios, sons e palavras em narrativas de caráter lúdico.
Entre os títulos mais conhecidos estão A Abelha Abelhuda e Perereca Sapeca, obras que se tornaram referência entre educadores, mediadores de leitura e famílias no Pará e em outros estados.
Além da produção literária, Heliana atuou como cordelista, compositora, sanfoneira e apresentadora de espetáculos infantis, levando atividades culturais a escolas, feiras literárias e eventos no Pará e fora do estado. Na música, lançou trabalhos como Mala sem Fundo, Letícia Coça-coça, A Filha do Jabuti, Se Eu Fosse Eu Brincava e Circo Furreca sem Mala.
Em 2023, foi a autora homenageada da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, em Belém, reconhecimento por sua contribuição à formação de leitores e ao fortalecimento da produção literária amazônica. Também recebeu o título de Embaixadora das Infâncias de Belém da Nossa Gente, concedido pela Secretaria Municipal de Educação, e o reconhecimento como Mestra da Cultura pelo PNAB 2025.
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