InícioAmazônia LegalTocantinsJustiça suspende processo de impeachment contra prefeito de Colinas do Tocantins

Justiça suspende processo de impeachment contra prefeito de Colinas do Tocantins

Multa por descumprimento da decisão foi fixada em R$ 1 mil por dia, podendo chegar a R$ 100 mil

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A Justiça suspendeu, nesta quinta-feira (27), de forma liminar, o processo de impeachment aberto pela Câmara Municipal de Colinas do Tocantins contra o prefeito Josemar Carlos Casarin, conhecido como Kasarin (União). A decisão, proferida pelo juiz José Roberto Ferreira Ribeiro, da 1ª Vara Cível de Colinas do Tocantins, determina a paralisação do processo político-administrativo nº 001/2025 até nova deliberação judicial. 

Conforme o despacho, o pedido de tutela provisória foi formulado pela defesa do prefeito, que apontou vícios no rito do processo de cassação. 

Entre as irregularidades apontadas, a defesa alegou violação ao princípio da publicidade, citando a “ausência de publicação de atos relevantes do processo no período compreendido entre 29/10/2025 e 21/11/2025, inclusive da audiência realizada em 19/11/2025”. O documento também registra “afronta à ampla defesa e ao contraditório, em razão de notificação para comparecimento em prazo inferior às 24h exigidas”.

A decisão menciona ainda “dúvidas quanto à autenticidade formal das peças processuais”, uma vez que a chave de verificação eletrônica em documentos do processo remetia a outro órgão público, o que, segundo a defesa, “pode comprometer a validade e a confiabilidade da documentação”, menciona a decisão.

Dessa forma, o juiz considerou presentes os requisitos legais para a concessão da liminar. O texto ressalta que a eventual cassação do mandato constitui “consequência irreversível ou de difícil reversibilidade na prática”, justificando a intervenção judicial. Por isso, foi estabelecida multa diária de R$ 1.000,00, limitada inicialmente a R$ 100.000,00, em caso de descumprimento.

Conforme o despacho, Câmara Municipal de Colinas do Tocantins deve apresentar contestação no prazo de 30 dias. 

A reportagem tentou contato com Câmara Municipal de Colinas do Tocantins, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto.

Confira a decisão

Veja também:

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