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Líder indígena denuncia indiferença de Barbalho e pede saída de Rossieli em meio à crise da Educação do Pará

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Às vésperas do maior evento deste ano, a COP30 no Pará, o governo de Helder Barbalho, do MDB, vem enfrentando a ira de professores e indígenas. Nesta terça-feira, 14, um grupo de indígenas e professores da rede estadual tomaram posse da sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) em demonstração de força e em manifesto para denunciar cortes e mudanças no Sistema Modular de Ensino (SOME).

Com discurso forte e incisivo, a presidente do Conselho Deliberativo da Coodernação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Auricélia Arapiun, disparou diversas crítica contra a gestão Barbalho na educação do Pará.

A líder indígena elencou supostas falhas em programas estaduais da gestão go governador Helder Barbalho direcionados aos povos tradicionais como o “cheque moradia”, que, segundo ela, nunca foi executado de fato.

“É esse o governador que enche a boca para falar lá para o mundo dos povos indígenas? Que vai resolver o problema e a gente tá dificultando pra resolver o problema? Nós queremos o diálogo, nós queremos a exoneração desse secretário (Rossieli Soares) e nós queremos que a governadora em exercício (Hana Ghassan), já que o Helder não tá, tá fazendo o que ele mais gosta, que é mentir lá no exterior, que vem de comissão, a gente é um movimento legítimo e a gente está aqui e vamos aguardar. Nós não vamos sair daqui enquanto nós não falarmos com quem resolve o problema”, desabafou.

Ataques à imprensa

Ainda durante as primeiras horas do protesto dos educadores e povos indígenas, o Sindicato dos Jornalistas do Pará emitiu nota de repúdio após profissionais da imprensa serem barrados de fazerem a cobertura do caso nas instalações da Seduc.

“A cobertura da imprensa foi uma reivindicação do próprio movimento indígena, que acionou as equipes de reportagem, a fim de resguardá-lo e mostrar que o patrimônio da Seduc está sendo preservado”, disse o sindicato em trecho de manifestação nas redes sociais.

O que diz o Governo?

O Governo do Pará, por meio de nota, desmentiu o fim do atendimento do Sistema de Organização Modular de Ensino e acusou o grupo de agir de forma violenta. 

“As áreas continuarão a ser atendidas pelo programa, que chega a pagar até R$ 27 mil para que professores atuem em localidades remotas. Em média, o professor do Some recebe R$ 23,9 mil”, diz trecho da nota.

O governo do Pará, disse, ainda, que paga o segundo melhor salário inicial para professor, no Brasil, conforme o Movimento Profissão Docente, no valor de R$ 8.289,89 e mais R$ 1,5 mil de vale-alimentação. “De acordo com o Inep, autarquia do Ministério da Educação que realiza o Enem, o Pará paga o melhor salário médio do país ao professor, no valor de R$ 11.447,48, 250% maior que o piso médio nacional”.

Foto: Reprodução 

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