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Prefeito de Alto Alegre é alvo de operação da Polícia Federal que investiga fraude em licitações

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A Prefeitura de Alto Alegre é alvo da Operação Leviatã da Polícia Federal na manhã desta terça-feira, 29. Nas primeiras horas da manhã, agentes federais foram até a casa do prefeito Pedro Henrique Machado (PSD), na sede do município.

O objetivo é desarticular possível organização criminosa voltada à prática de fraudes a licitações, pagamentos de propinas e lavagem de dinheiro. São cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em Boa Vista e 2 mandados de busca e apreensão em Alto Alegre, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Os agentes também estiveram na sede da Prefeitura de Alto Alegre e em alguns endereços em Boa Vista apontados como de familiares de Machado. Conforme apurado pela reportagem, o prefeito estaria em uma residência no bairro Centenário, zona Oeste de Boa Vista, depois de ter retornado de uma viagem nesta segunda-feira, 28.

As investigações iniciaram com a análise de materiais apreendidos em outra operação da PF, na qual foram encontrados diálogos entre um empresário e um político sobre a contratação de uma empresa para serviços de engenharia para a prefeitura de Alto Alegre.

Há indícios de que a organização criminosa tentaria obter propinas em troca do direcionamento de procedimentos licitatórios. São investigados processos de contratação de serviços relacionados à iluminação pública e a obras de asfaltamento e pavimentação.

Para dissimular os pagamentos das propinas, o grupo investigado envolveria empresas intermediárias, as quais, por meio da simulação de venda de mercadorias, mediante emissão de notas fiscais “frias” e utilização de contas de “laranjas”, faria o dinheiro chegar até o político investigado, sem que a origem do montante fosse identificada.

As investigações apontam que outros indivíduos teriam sido cooptados para a organização, que passaria a contar com a integração de empresários, servidores públicos, empresas e “empresas de fachada”.

Operação “Leviatã” – O nome faz referência à obra de Thomas Hobbes, em que é idealizada a figura do Soberano, o qual teria poderes absolutos, acima das leis e sem limites para suas ações, desde que agisse no cumprimento de sua parte no contrato: garantir a vida, a prosperidade e a paz.

Foto: Divulgação

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