InícioBrasilApib pede à PGR investigação sobre omissão na situação dos yanomami

Apib pede à PGR investigação sobre omissão na situação dos yanomami

Publicado em

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) enviou nesta quinta-feira, 26, à Procuradoria-Geral da República (PGR) representação pedindo a abertura de inquérito para investigar omissões do governo Jair Bolsonaro envolvendo o povo yanomami.Na representação criminal, a entidade afirma que, durante o governo anterior, houve falta de assistência de saúde, fragilização dos marcos legais de proteção e a conivência com garimpo ilegal dentro da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

“Podemos mencionar que o ex-presidente Jair Bolsonaro omitiu para as entidades internacionais a atual condição dos povos yanomamis, dando, assim, garantias de que as comunidades estavam sendo atendidas e que os programas específicos sobre a saúde estavam sendo implementados. Relato este que contradiz as imagens que circulam pela internet, nas quais o abandono das políticas públicas é o reflexo nos corpos dos indígenas yanomami”, diz a entidade.

O documento cita o ex-presidente Jair Bolsonaro, a ex-ministra dos Direitos Humanos Damares Alves, além de ex-diretores da Funai e da Secretaria de Saúde Indígena. Para a Apib, todos devem responder pelos crimes de genocídio e improbidade administrativa.

“Tem-se que as condutas, ações e omissões dos réus tinham objetivo lúcido de eliminar, dizimar, reduzir as comunidades indígenas, em especial a população Yanomami”, argumenta a Apib.

Mais cedo, o Supremo Tribunal Federal (STF) informou que foram detectados indícios de descumprimento de determinações da Corte e do envio de informações falsas envolvendo a situação da população indígena yanomami pelo governo de Bolsonaro.

A crise que afeta as comunidades da Terra Indígena Yanomami levou o governo federal a decretar Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional para combate à desassistência sanitária dos povos que vivem na região. A portaria foi publicada na noite da última sexta-feira (20) em edição extra do Diário Oficial da União. No sábado (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de Estado visitaram Roraima para acompanhar a situação dos indígenas.

Defesa

Por meio das redes sociais, Damares Alves, senadora eleita pelo Distrito Federal, negou qualquer omissão durante o governo anterior. Damares afirmou que a política indigenista era executada pelas pastas da Educação, Saúde e Justiça e que ao Ministério dos Direitos Humanos, que foi comandado por ela, cabia receber denúncias de violações dos diretos dos indígenas e encaminhá-las às autoridades. responsáveis.

Segundo Damares, seu ministério acompanhou a situação dos indígenas in loco e distribuiu cestas básicas no auge da pandemia.

Conteúdo: Agência Brasil 

Foto: Adriano Machado/Reuters 

spot_img

Últimos Artigos

Alepa aprova projetos do Executivo sobre previdência e política estadual de educação indígena

A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) aprovou, por unanimidade, o Projeto de...

TRF-1 suspende liminar e libera licitação de R$ 678 milhões para obras na BR-319 no Amazonas

A presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), desembargadora federal Maria do...

TSE cassa Edilson Damião, torna Antonio Denarium inelegível por 8 anos e determina novas eleições

Após um ano e oito meses de tramitação marcada por adiamentos de julgamento e...

Eunice Nascimento articula alianças com lideranças e foca em redutos no interior

Em encontro da base do partido Avante, ocorrido, nesta segunda-feira (27), a pré-candidata a...

Mais como este

Alepa aprova projetos do Executivo sobre previdência e política estadual de educação indígena

A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) aprovou, por unanimidade, o Projeto de...

TRF-1 suspende liminar e libera licitação de R$ 678 milhões para obras na BR-319 no Amazonas

A presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), desembargadora federal Maria do...

TSE cassa Edilson Damião, torna Antonio Denarium inelegível por 8 anos e determina novas eleições

Após um ano e oito meses de tramitação marcada por adiamentos de julgamento e...