O Irã apresentou uma nova proposta para reabrir o Estreito de Ormuz e buscar uma saída negociada para a guerra com os Estados Unidos, em um movimento que recoloca a diplomacia no centro de uma crise que elevou a tensão no Oriente Médio e pressionou o mercado global de energia.
A iniciativa foi apresentada pelo chanceler Abbas Araghchi e prevê uma espécie de acordo em etapas: primeiro, medidas para reabrir a estratégica passagem marítima e reduzir o confronto; depois, em uma segunda fase, discussões sobre o programa nuclear iraniano, ponto central do embate com Washington.
O acordo sugerido acontece após semanas de escalada militar iniciada com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos. Desde então, a crise ampliou o temor sobre o fechamento de Ormuz, corredor por onde passa parte relevante do petróleo transportado no mundo.
Impasse permanece
Memso com aceno iraniano, o cenário segue indefinido. O presidente Donald Trump afirmou não ter pressa para um novo acordo, enquanto aliados americanos avaliam com cautela a proposta apresentada por Teerã. Nos bastidores, o impasse gira em torno do alcance de um cessar-fogo e das exigências sobre o programa nuclear iraniano.
Essa movimentação do Irã, porém, é vista como tentativa de conter o risco de ampliação do conflito e aliviar pressões econômicas provocadas pela crise. A reabertura de Ormuz virou peça central dessa negociação, tanto pelo peso geopolítico quanto pelo impacto direto sobre segurança energética mundial.


