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Edmilson acusa Igor Normando de abandonar obras de macrodrenagem e cobra apuração em Belém

Ex-prefeito afirma que projetos com recursos federais e internacionais estariam paralisados e atribui impactos à população da capital paraense

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O ex-prefeito de Belém Edmilson Rodrigues (PSOL) acusou a gestão de Igor Normando (MDB) de interromper obras de macrodrenagem e saneamento iniciadas entre 2021 e 2024 e cobrou apuração dos órgãos de controle sobre a situação. A crítica foi feita em publicação nas redes sociais, em que ele afirma haver abandono de projetos estruturantes na capital.

Segundo Edmilson, a paralisação atinge obras voltadas ao enfrentamento de alagamentos e problemas históricos de infraestrutura urbana. Entre os empreendimentos citados estão intervenções no Igarapé São Joaquim, nas bacias do Mata Fome e no Programa de Saneamento da Estrada Nova.

Ao sustentar a crítica, o ex-prefeito afirmou que as obras tinham recursos assegurados e questionou a interrupção dos projetos. Ele também cobrou investigação do Ministério Público Federal e do Ministério Público do Pará sobre a execução dos contratos.

No caso do Parque Urbano São Joaquim, Edmilson disse que a gestão anterior havia garantido R$ 150 milhões por meio da Itaipu Binacional para execução da primeira etapa do projeto, que prevê intervenções ambientais e urbanísticas.

Recursos e obras paralisadas

Sobre o programa voltado à bacia do Mata Fome, o ex-prefeito afirmou que a iniciativa reúne recursos de organismos internacionais e do PAC para obras de drenagem, saneamento, urbanização e habitação. Segundo ele, parte das intervenções chegou a começar, mas não teve continuidade.

Edmilson também citou lentidão no Promaben e apontou paralisação na duplicação da avenida Bernardo Sayão, além de críticas à limpeza de canais, bueiros e igarapés, serviço que, segundo ele, teria sido reduzido.

De acordo com o ex-prefeito, a descontinuidade dessas ações amplia riscos de alagamentos e afeta áreas vulneráveis da cidade. A atual gestão municipal foi procurada para se manifestar sobre as declarações.

Confira a declaração:

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