Segundo informações dos bastidores políticos de Roraima, o deputado federal Gabriel Mota (Republicanos) deve disputar a reeleição em outubro de 2026 após um mandato marcado por elevado uso da cota parlamentar, ausências em votações relevantes e uma forte e polêmica controvérsia envolvendo a nomeação de uma servidora apontada como funcionária fantasma em seu gabinete, em Brasília.
Mota assumiu o cargo na Câmara dos Deputados em março de 2023, como suplente, após a saída de Jhonatan de Jesus, que passou a ocupar uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).
Cerca de um mês depois da posse, reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelou que Thallys de Jesus, esposa do ministro, foi nomeada como secretária parlamentar, com remuneração superior a R$ 12 mil. Segundo a apuração, a equipe de reportagem realizou visitas ao gabinete e não localizou a servidora. Parte dos funcionários afirmou não conhecê-la, enquanto outros disseram que ela exercia atividades vinculadas ao deputado.
Outro ponto destacado foi o fato de Thallys cursar Medicina em período diurno, o que levantou questionamentos sobre o cumprimento da jornada de trabalho. Após a repercussão do caso, ela foi exonerada do cargo.
Cota parlamentar
Além da controvérsia envolvendo o gabinete, o uso da cota parlamentar também gerou questionamentos. Em 2024, Gabriel Mota liderou o ranking nacional de gastos, com mais de R$ 600 mil utilizados. No ano seguinte, os valores permaneceram em patamar elevado, segundo registros oficiais.
Ausências em plenário
Durante o mandato, o deputado também acumulou ausências em votações na Câmara dos Deputados, incluindo deliberações sobre propostas relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
Na ocasião, os parlamentares analisaram medidas sobre a dosimetria penal aplicada aos condenados, e o nome de Gabriel Mota consta como ausente nos registros dessas votações.
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