O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), manteve o vínculo funcional do assessor especial Josinélio Muniz de Oliveira, servidor comissionado da administração municipal, após a constatação de faltas ao trabalho durante o período em que participou de um ato político realizado em Brasília. Segundo a prefeitura, as ausências foram registradas e haverá desconto proporcional dos dias não trabalhados, conforme a legislação vigente.
O município não informou a abertura de processo disciplinar contra o servidor, limitando-se a confirmar o registro das faltas e o desconto na remuneração correspondente, mantendo Josinélio no cargo em comissão.
Em nota oficial, a Prefeitura de Porto Velho declarou que tomou conhecimento da ausência do servidor em seu local de trabalho e que os procedimentos administrativos previstos foram adotados. No comunicado, a administração afirma que exige o cumprimento da carga horária e o respeito aos princípios que regem o serviço público, ressaltando que eventuais condutas são analisadas conforme o devido processo administrativo e a legislação em vigor.
Josinélio Muniz ocupa cargo em comissão, com carga horária de 40 horas semanais, e está lotado na Secretaria Geral de Governo. Durante o período de ausência, ele participou de uma caminhada promovida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), em Brasília. O ato defendia liberdade para pessoas condenadas por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado do dia 8 de janeiro de 2023.
Registros publicados pelo próprio assessor em redes sociais mostram sua participação na mobilização na capital federal. As publicações indicam que o deslocamento entre Porto Velho e Brasília foi realizado por via terrestre. Nos vídeos e imagens divulgados, ele aparece acompanhando o ato e interagindo com outros participantes.
Além da presença na caminhada, Josinélio também utilizou as redes sociais para solicitar apoio financeiro com o objetivo de custear a viagem, divulgando uma chave Pix para recebimento de contribuições.
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