A deputada estadual Mayra Dias (Avante) e a ex-vereadora de Parintins Brena Dianná (União Brasil) voltaram a se alfinetar publicamente nesta semana, após a Polícia Federal (PF) indiciar cinco agentes públicos na operação que apura o uso de estrutura do Governo do Amazonas para favorecer candidaturas nas eleições municipais de 2024 em Parintins.
Entre os indiciados estão Armando do Valle, ex-presidente da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), e Marcos Apolo Muniz, ex-secretário estadual de Cultura. A investigação apura se houve favorecimento à candidatura de Brena à Prefeitura de Parintins.
Após a divulgação do indiciamento, Brena publicou um vídeo afirmando ter sido alvo de uma articulação política para prejudicar sua campanha. Sem citar nomes, ela atribuiu a disseminação de informações falsas ao grupo político do ex-prefeito Frank Bi Garcia (PSD), a quem chamou de “turminha do amor”.
“Fui vítima de uma armação nas eleições de 2024, que foi criada para prejudicar nossa campanha. Eles queriam destruir a mulher que teve coragem para destruir as algemas que prendem Parintins. Meu nome sequer foi indiciado, e, mesmo assim, a ‘turminha do amor’ anda espalhando fake news por aí. Não sou eu que tenho mais de 70 processos nas costas por rombo na saúde, na educação, obras inacabadas, denúncias que se referem à gestão anterior e se repetem nessa gestão”, declarou a ex-vereadora.
Mayra Dias, que é esposa de Bi Garcia, rebateu as declarações e afirmou que Brena cita seu marido com frequência. “Deixe de se vitimizar e siga a vida”, disse a deputada.
Em resposta, Brena declarou que suas críticas sempre tiveram caráter fiscalizatório, tanto à gestão de Bi Garcia quanto à atual administração municipal, e classificou a manifestação de Mayra como um ataque pessoal.
A investigação da Polícia Federal
A investigação teve início em outubro de 2024, após a divulgação de um vídeo pela coligação “Parintins em Primeiro Lugar”, do então vereador e atual prefeito Mateus Assayag (PSD). As imagens mostrariam Armando do Valle, Marcos Apolo Muniz, o secretário da Casa Civil, Flávio Antony, e outros agentes discutindo o suposto uso de policiais no processo eleitoral.
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