O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (9) que o Brasil não será governado por pessoas ligadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração ocorreu durante um ato de campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, realizado em Ceilândia, no Distrito Federal.
Em discurso aos apoiadores, Lula elevou o tom contra seus adversários políticos e fez referências ao fascismo, à pandemia de Covid-19 e às relações com o Banco Master.
“Esse país não será governado pelos sócios do Banco Master, pelos parentes do [ex-banqueiro Daniel] Vorcaro”, declarou.
O presidente também afirmou que o país não voltará a ser governado pelo que classificou como fascismo e criticou a condução da pandemia de Covid-19, responsabilizando politicamente seus adversários pelas mortes registradas naquele período.
As declarações foram feitas em meio à campanha para o segundo turno, no qual Lula disputa a Presidência da República com Flávio Bolsonaro (PL).
Apesar das referências ao Banco Master e a Daniel Vorcaro, o presidente não apresentou, durante o trecho do discurso divulgado, documentos ou detalhes que comprovassem as relações mencionadas. As afirmações foram feitas no contexto de críticas políticas aos adversários.
Lula defende fim da escala 6×1
Além dos ataques políticos, Lula voltou a defender a proposta de alteração da jornada de trabalho que prevê o fim da escala de seis dias trabalhados para um de descanso, conhecida como 6×1.
A medida, discutida no Senado Federal por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), pretende modificar a organização da jornada semanal, ampliando os períodos de descanso dos trabalhadores.
Durante o ato, o presidente defendeu uma escala de cinco dias de trabalho e dois de folga.
A proposta é uma das pautas trabalhistas destacadas por Lula durante a campanha eleitoral.
Presidente critica aproximação com os Estados Unidos
Outro tema abordado no discurso foi a soberania brasileira. Lula utilizou as bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos para estabelecer uma distinção política entre sua candidatura e a oposição.
O presidente afirmou que seu grupo defende o controle nacional sobre as riquezas brasileiras e criticou adversários que, segundo ele, demonstram maior alinhamento aos interesses norte-americanos.
Para Lula, a defesa da soberania deve estar associada à preservação dos recursos e do patrimônio nacional.
As declarações ocorreram diante de apoiadores que acompanharam a mobilização eleitoral em Ceilândia, região administrativa localizada a aproximadamente 30 quilômetros do centro de Brasília.
Campanha terá novos atos e debates
Lula participou da atividade acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva, do candidato ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT), e de Dora Gomes, candidata a vice-governadora na chapa de Grass.
Durante o encontro, o presidente confirmou que participará de outra mobilização eleitoral neste sábado (10), em Natal, no Rio Grande do Norte.
Ele também anunciou que pretende intensificar sua presença em debates televisivos e nas redes sociais durante a campanha do segundo turno.
O discurso em Ceilândia reuniu críticas aos adversários, propostas trabalhistas e manifestações em defesa da soberania nacional, temas que Lula pretende manter no centro de sua campanha pela reeleição.

