A Justiça Federal da 3ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Pará decretou uma nova prisão preventiva de um homem investigado por integrar uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. A decisão atende a uma representação da Polícia Federal (PF) e mantém o investigado preso enquanto responde às acusações relacionadas à Operação Euterpe.
A investigação teve início após a deflagração da Operação Euterpe, em 2022, que apura o envio de 320 quilos de cocaína ocultos em uma carga destinada a Portugal.
O investigado foi preso em março de 2026, na Bolívia, e posteriormente transferido para o Brasil. No início de julho deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a prisão preventiva em um dos processos aos quais ele responde, substituindo a medida por cautelares diversas.
Apesar da decisão do STJ, o investigado permaneceu preso em razão de um novo mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Minas Gerais, no âmbito de outro procedimento criminal.
Diante desse cenário, a Polícia Federal solicitou à Justiça Federal do Pará a decretação de uma nova prisão preventiva no processo decorrente da Operação Euterpe. O pedido foi aceito pela 3ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Pará, que expediu, na terça-feira (21), um novo mandado de prisão preventiva pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Com a nova decisão judicial, o investigado permanece à disposição da Justiça e seguirá respondendo pelas acusações relacionadas às investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o esquema de tráfico internacional de drogas.

