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Justiça do DF nega novo pedido de perícia em ação contra Celina Leão

Decisão aponta que áudios já foram analisados e não há elementos novos que justifiquem nova investigação técnica

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A Justiça do Distrito Federal rejeitou um novo pedido apresentado pela governadora Celina Leão em uma ação de improbidade administrativa. A decisão, assinada na última segunda-feira (6), mantém o entendimento de que não há necessidade de nova perícia sobre provas já analisadas no processo.

Segunso a defesa, foi solicitado a realização de exame técnico no celular e em mídias digitais entregues pela ex-deputada Liliane Roriz ao Ministério Público. O objetivo era verificar possível manipulação, cortes ou inserções nos áudios, além de tentar recuperar dados que teriam sido apagados.

O caso tem origem na divulgação de gravações que apontariam supostas negociações de propina. A partir desse material, Celina Leão e outros envolvidos passaram a responder por improbidade administrativa.

Ao analisar o pedido, o juiz destacou que os arquivos já passaram por perícia da Polícia Civil do Distrito Federal, que atestou a integridade e autenticidade das gravações, sem identificar indícios de edição ou supressão de conteúdo.

A decisão também menciona que a questão já foi debatida anteriormente no processo. Em outubro do ano passado, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal negou solicitação semelhante, quando a defesa pediu acesso ao celular e ao chip utilizados por Liliane Roriz.

Na nova análise, o magistrado afirmou que não houve apresentação de fato novo ou inconsistência técnica que justificasse a reabertura da discussão. Segundo ele, também não ficou demonstrado prejuízo à defesa que exigisse nova perícia.

Operação Drácon

As investigações estão ligadas à Operação Drácon, deflagrada em agosto de 2016 após a divulgação dos áudios. Na ocasião, o Ministério Público e a Polícia Civil cumpriram mandados de busca e condução coercitiva.

Em 2017, além de Celina Leão, outros nomes foram denunciados por corrupção passiva. O processo foi julgado em março de 2025, quando os acusados foram absolvidos dessa imputação.

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