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Governador inaugura Base Fluvial Baixo Tocantins e intensifica combate ao crime nas rotas hidroviárias

Nova estrutura de R$ 11,7 milhões reforça a presença das forças de segurança, amplia o monitoramento de ilícitos e fortalece a proteção das comunidades ribeirinhas no Baixo Tocantins.

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O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), inaugurou nesta quarta-feira (25) a Base Fluvial Integrada Baixo Tocantins, situada nas proximidades de Abaetetuba. A nova estrutura amplia a presença das forças estaduais em uma das áreas de maior circulação fluvial do Estado, fortalecendo o combate a crimes ambientais, tráfico de drogas, contrabando e outros ilícitos, além de garantir maior proteção às comunidades ribeirinhas.

A obra, que recebeu investimentos superiores a R$ 11,7 milhões, está instalada às margens do rio Tocantins, em frente à comunidade Santo Antônio — ponto estratégico pelo intenso fluxo de embarcações provenientes de diversos municípios paraenses e de outros Estados, como o Amazonas.

A cerimônia de entrega reuniu o governador Helder Barbalho, o secretário de Segurança Pública, Ed-Lin Anselmo, e autoridades municipais e estaduais. Barbalho destacou que a expansão da rede de bases fluviais integra o plano de ocupação e vigilância dos principais rios do Pará, considerados corredores logísticos utilizados por organizações criminosas.

Segundo o governador, a nova unidade se soma às bases do Estreito de Breves e de Óbidos no monitoramento de embarcações que transitam entre Pará, Amapá e Amazonas. “Estamos implementando ações que garantem presença permanente da Polícia Militar, com bases fluviais e embarcações blindadas, para combater o crime nos rios paraenses”, afirmou.

A Base Baixo Tocantins atuará no monitoramento integrado de uma das rotas mais utilizadas para o transporte ilegal de drogas e mercadorias. A operação envolverá polícias Civil, Militar e Federal, Corpo de Bombeiros, Grupamento Fluvial (GFlu), além de equipes da Secretaria da Fazenda e da Receita Federal.

Além do enfrentamento direto a atividades criminosas, a presença permanente das forças de segurança reforça a sensação de proteção às comunidades ribeirinhas e assegura maior controle do tráfego de embarcações na região. Moradores celebraram a chegada da estrutura, considerada uma demanda histórica.

Para o secretário Ed-Lin Anselmo, a base atende a uma reivindicação antiga da população local. Ele ressaltou que a região é um dos últimos pontos de passagem antes de rotas que levam a fronteiras internacionais, tornando o monitoramento essencial. “Diversos ilícitos transitam pelos nossos rios, o que exige ação constante de fiscalização. A base também vai oferecer espaços de atendimento comunitário, ampliando a presença do Estado em áreas antes isoladas”, afirmou.

A unidade dispõe de recepção, dormitórios, banheiros, cozinha, sala de monitoramento e duas celas. A estrutura fluvial é sustentada por flutuantes intermediários, garantindo estabilidade mesmo com variações do nível do rio. Passarelas articuladas facilitam o acesso por via terrestre ou por embarcações.

Rede de bases fluviais

Com a inauguração da Base Baixo Tocantins, o Pará passa a contar com três unidades fluviais integradas. A Base Antônio Lemos, em Breves (Marajó), foi entregue em 2022, com investimento de R$ 5 milhões. Já a Base Candiru, no estreito de Óbidos, iniciou operações em 2024, após aporte de R$ 8,2 milhões.

Somente nos primeiros meses de 2026, essas duas unidades realizaram 330 abordagens a embarcações e fiscalizaram cerca de 22 mil passageiros. As operações resultaram na apreensão de mais de 135 quilos de entorpecentes e na retirada de mais de cinco toneladas de pescado irregular.

O impacto também aparece nos indicadores de criminalidade. Dados da Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac) mostram que o Pará registrou 93 roubos fluviais em 2025 — redução de 48% em relação a 2021. Em Breves, os registros de pirataria e roubos caíram de 44 em 2021 para quatro em 2025, queda de 91%. No Estreito de Óbidos, houve apenas três ocorrências em 2024 e duas em 2025.

Com a nova unidade, o governo amplia a cobertura operacional nas principais hidrovias do Estado e reforça o enfrentamento ao crime organizado nos rios, garantindo maior segurança às populações ribeirinhas e maior controle do fluxo fluvial no território paraense.

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