O preço do açaí voltou a subir em Belém em fevereiro de 2026, com alta de 15,02% no litro do tipo médio e de 12,49% no tipo grosso, segundo levantamento divulgado pelo Dieese nesta terça-feira, 17. A elevação foi observada em diferentes tipos do produto e em vários canais de venda, como feiras livres, pontos de comercialização e supermercados.
De acordo com a pesquisa, o litro do açaí tipo médio passou de R$ 28,82 em janeiro para R$ 33,15 em fevereiro, o que representa aumento de 15,02% no mês. Em dezembro de 2025, o valor médio era de R$ 28,77. Na comparação com fevereiro de 2025, quando o litro custava R$ 29,43, a alta acumulada em 12 meses foi de 12,64%.
O açaí tipo grosso também teve reajuste no período. O preço médio do litro subiu de R$ 41,95 em janeiro para R$ 47,19 em fevereiro, avanço de 12,49%. Em dezembro de 2025, o valor era de R$ 41,65. Já em fevereiro do ano passado, o litro custava R$ 40,39, o que leva a uma alta acumulada de 16,84% em 12 meses.
No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o açaí tipo médio teve reajuste de 15,22%, enquanto o tipo grosso somou elevação de 13,30%, segundo o Dieese. O levantamento destaca que os aumentos ficaram acima da inflação oficial do período, estimada em 3,81% pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
A pesquisa também mostra variação nos preços conforme o tipo do produto e o local de venda. Na última semana de fevereiro, o litro do açaí médio foi encontrado entre R$ 30 e R$ 42 nas feiras livres. Nos supermercados, os preços variaram de R$ 34,99 a R$ 38.
No caso do açaí grosso, os valores oscilaram entre R$ 40 e R$ 60 nas feiras livres. Já nos supermercados, o litro foi vendido entre R$ 49,99 e R$ 55, de acordo com o levantamento.
Segundo a análise do Dieese, a alta está ligada principalmente à entressafra, período em que há redução da oferta do fruto. O órgão também aponta aumento nos custos de produção e distribuição, como transporte, energia e armazenamento, além da demanda aquecida nos mercados interno e externo.
A tendência, ainda segundo o levantamento, é de manutenção dos preços elevados ao menos até o fim da entressafra. Dados mais recentes citados pelo Dieese indicam que, na primeira quinzena de março de 2026, o litro do açaí já podia ser encontrado por mais de R$ 70 em alguns pontos de venda de Belém, a depender do tipo e do local de comercialização.
No recorte apresentado pelo levantamento, o tipo médio saiu de R$ 28,77 em dezembro de 2025 para R$ 28,82 em janeiro e chegou a R$ 33,15 em fevereiro. Já o tipo grosso passou de R$ 41,65 em dezembro para R$ 41,95 em janeiro e atingiu R$ 47,19 em fevereiro.
Os dados reforçam a pressão do preço do açaí sobre o orçamento das famílias em Belém, especialmente durante o período de entressafra, quando a oferta diminui e os custos do produto tendem a subir.
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