Indígenas de diferentes povos invadiram a Câmara Municipal de Santarém nesta segunda-feira, 9, e pediram a cassação do vereador Malaquias Mottin (PL). O grupo acusa o parlamentar de ter jogado o carro contra manifestantes durante um protesto realizado na BR-163, na quinta-feira, 5.
A ocupação ocorre em meio a uma mobilização que já dura 19 dias. As lideranças afirmam que o episódio envolvendo o vereador motivou a ida ao prédio do Legislativo para exigir um posicionamento dos demais parlamentares.
Durante pronunciamento, o cacique Gilson Tupinambá afirmou que a Câmara precisa adotar providências diante da denúncia apresentada pelos povos indígenas.
“Aí o mal aqui é nem vai lá, quase mata o parente”, disse. Ele também declarou que o vereador “já tentou criminalizar a gente e ele continua aqui”.
Além da cobrança em relação ao mandato, os manifestantes protestam contra o Decreto nº 12.600 e projetos ligados à hidrovia do Tapajós. Segundo as lideranças, não houve consulta prévia às comunidades, como prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho.
“Esse decreto fere o nosso direito. O rio Tapajós não está à venda”, afirmou o cacique.
Os representantes informaram que devem permanecer mobilizados até que haja encaminhamentos concretos tanto sobre a situação do vereador quanto sobre a revogação das medidas questionadas. Eles relatam que o acampamento mantém a presença de crianças e idosos.
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