A deputada estadual Lívia Duarte (PSOL) registrou boletim de ocorrência após receber uma nova ameaça de morte por e-mail, na noite de quarta-feira (4), no Pará. Segundo a assessoria da parlamentar, este é o terceiro episódio de intimidação direcionado ao mandato, e o caso passou a ser investigado por setores de inteligência da segurança pública.
De acordo com as informações divulgadas, o conteúdo da mensagem contém linguagem agressiva e menção direta à possibilidade de assassinato. O material foi encaminhado às autoridades e incorporado às investigações em andamento.
Após o registro da ocorrência, a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) foi comunicada sobre o caso. O presidente da Casa e o gabinete militar da Alepa foram acionados para auxiliar nas medidas de proteção institucional à deputada.
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) também foi demandada para atuar na identificação do autor das ameaças, por meio dos seus setores de inteligência.
Em nota pública, a parlamentar relacionou o episódio ao contexto de violência política, especialmente contra mulheres que ocupam cargos eletivos. O comunicado cita ainda ocorrências semelhantes envolvendo outras representantes políticas em diferentes estados.
A equipe de Lívia Duarte destacou que ameaças contra agentes públicos eleitos representam risco ao funcionamento das instituições democráticas e devem ser apuradas com rigor pelas autoridades competentes.
Apesar das intimidações, a deputada informou que seguirá exercendo o mandato e mantendo a atuação política nas pautas que defende no Legislativo estadual.
Presidente da Alepa manifesta solidariedade
O presidente da Assembleia Legislativa do Pará, Chicão (MDB), manifestou solidariedade à deputada estadual Lívia Duarte após as ameaças de morte recebidas pela parlamentar. Em publicação nas redes sociais, ele classificou as intimidações como inaceitáveis e afirmou que a Casa Legislativa prestará todo o apoio necessário para a identificação e punição dos responsáveis.
No posicionamento, Chicão destacou que, na condição de presidente da Assembleia Legislativa do Pará, a Alepa atuará de forma institucional para garantir suporte à deputada e colaborar com as autoridades competentes. Ele também associou o episódio ao contexto mais amplo da violência contra mulheres, apontando o problema como recorrente no Pará e no Brasil.
Ainda na manifestação, o parlamentar mencionou que o caso ocorre em um momento próximo ao lançamento de uma campanha nacional de enfrentamento à violência contra mulheres, ressaltando o caráter simbólico do episódio.
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