O combate ao crime nas hidrovias do Pará alcançou resultados inéditos no último ano com operações integradas, expansão de bases e reforço estrutural do Grupamento Fluvial (GFLU), vinculado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social.
Em 2025 foram realizadas 74 operações, que resultaram em 78 prisões e apreensões de 4,1 toneladas de drogas, 14 toneladas de pescado, 2.717 m³ de madeira, 23 armas e 207 kg de mercúrio. Também foram recuperados 16 veículos, três lanchas e 243 celulares.
Além das ações repressivas, equipes do GFLU cumpriram 93 mandados judiciais, abordaram 2.267 embarcações e fiscalizaram mais de 99 mil pessoas em diferentes pontos do Estado. A ampliação da estrutura incluiu nova sede, lanchas rápidas e capacitação de novos condutores. Duas embarcações foram direcionadas exclusivamente ao atendimento de crimes contra mulheres.
Os resultados refletiram na redução da criminalidade fluvial. Segundo levantamento da Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal, o Pará encerrou 2025 com 93 ocorrências de roubos em rios, 48 por cento a menos que em 2021, quando foram registrados 178 casos. No comparativo com 2024, a queda foi de 14 por cento, mantendo tendência de redução.
A diminuição foi mais visível nas regiões com bases fluviais instaladas. Na base Antônio Lemos, em Breves, ocorreu queda de 90,9 por cento nos casos desde 2021, passando de 44 registros para quatro. Na base Candiru, que abrange oito municípios no oeste do Estado, houve redução de três casos em 2024 para dois em 2025. Ainda neste primeiro semestre de 2026, uma terceira base, Baixo Tocantins, será instalada em Abaetetuba.
A análise do governo atribui o desempenho à integração de forças e ao aumento da presença ostensiva. De acordo com o secretário Ualame Machado, as apreensões contribuíram para desarticular organizações criminosas que utilizam os rios como rota. Ele avalia que a fiscalização também impactou atividades ilegais de exploração de recursos naturais, como pesca e extração de madeira.
Criado em 2011, o Grupamento Fluvial passou por sua primeira reestruturação completa em 2025. A nova sede inclui diretoria, gerência, auditório, alojamentos, armaria e salas de reunião. O espaço reúne ainda unidades da Polícia Militar e da Polícia Civil voltadas à malha fluvial, permitindo atuação conjunta tanto preventiva quanto repressiva.
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