A menos de um ano do início formal do calendário eleitoral, o cenário político de Roraima para 2026 segue aberto. Lideranças estaduais e nacionais se movimentam nos bastidores, ampliam alianças, testam discursos e aguardam definições judiciais que podem alterar o tabuleiro.
Entre pré-candidaturas assumidas, nomes em projeção e decisões pendentes no Tribunal Superior Eleitoral, o ano começa marcado mais por articulação do que por certezas.
O que se sabe
O governador Antonio Denarium (PP) já anunciou publicamente que pretende disputar uma vaga ao Senado Federal e confirmou o vice-governador Edilson Damião (Republicanos) como pré-candidato ao Governo do Estado.
No TSE, está pendente o julgamento que pode resultar na cassação da chapa eleita em 2022. O processo foi interrompido pela última vez em novembro, por pedido de vista do ministro Nunes Marques, mas a expectativa, nos bastidores jurídicos, é de que o caso volte à pauta logo após o recesso do Judiciário. Caso a decisão do TRE seja confirmada, Roraima deverá passar por uma eleição suplementar para o Governo.
Racha
Enquanto isso, o senador Mecias de Jesus (Republicanoss) segue exercendo normalmente o mandato no Senado, apesar de já ter sido indicado e aprovado pela Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas de Roraima (TCE-RR). A indicação foi feita pelo próprio governador Antonio Denarium em agosto do ano passado, mas, até agora, a posse não saiu do papel.
A demora passou a gerar desgaste político. Desde o último fim de semana, circulam nos bastidores informações sobre um possível rompimento entre Denarium e Mecias. O motivo seria o puxa-encolhe do senador para assumir o cargo no TCE-RR, movimento que incomodou Denarium, que pretende concorrer a uma das vagas ao Senado.
Outro dado concreto é o bom desempenho do prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (PL), em pesquisas eleitorais. Ele aparece competitivo tanto em cenários para o Governo quanto para o Senado, mesmo sem ter declarado intenção de disputar nenhum dos dois cargos.
O que se cogita
Nos bastidores, a avaliação predominante é de que Arthur Henrique adota uma estratégia calculada ao não antecipar decisões. Após ter deixado o MDB e se filiado ao Partido Liberal, ele afirmou publicamente, ao lado do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, que pretende transformar o PL na maior força política de Roraima. Arthur sinaliza protagonismo partidário, sem necessariamente atrelar o movimento a uma candidatura específica.
Já o vice-governador Edilson Damião tem ampliado agendas políticas e institucionais, reforçando presença pública e se posicionando como nome da continuidade administrativa. O movimento é visto como preparação tanto para a eleição regular quanto para uma eventual eleição suplementar.
A ex-prefeita Teresa Surita segue em ritmo constante de articulação desde a derrota para Denarium na disputa pelo Governo em 2022. Além disso, a coligação liderada por ela foi responsável pela denúncia que deu origem à ação judicial que hoje ameaça o mandato do atual governador.
O que se especula
No cenário político cresce a especulação sobre uma possível eleição suplementar caso o TSE confirme a cassação de Denarium e Edilson Damião. Nos bastidores é cogitada a possibilidade de que Teresa Surita dispute neste pleito.
Segundo fontes, para os aliados da ex-prefeita, essa tentativa não fecharia portas para a eleição regular de outubro. Caso ela não tenha êxito na suplementar, ela ainda poderia disputar uma das duas vagas ao Senado em 2026, em um cenário considerado mais favorável.
As duas cadeiras de Roraima são ocupadas atualmente por Mecias de Jesus, que segue sem definir se assumirá ou não a vaga no TCE-RR, e por Chico Rodrigues (PSB), que vem com desempenho fraco nas últimas pesquisas.
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